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Nova reforma do governo Lula pode deixar presidente em situação delicada; entenda

Presidente Lula pode ser condenado por crime de responsabilidade fiscal. Mas sua proposta ainda não tem prazo para ser votada. Entenda!

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
Presidente Lula vestido de terno azul e gravata rosa durante discurso com microfone à frente.

Desde sua volta ao governo, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estabeleceu algumas prioridades. Entre elas, o retorno do “Minha Casa, Minha Vida” e a aprovação da reforma tributária na Câmara, o que já foi realizado.

Um dos principais foco será a reforma agrária. Ela nada mais é do que a entrada do governo em áreas de pequeno, médio ou grande porte, com o objetivo de destiná-las às pessoas que não têm espaço para realizar suas atividades agrícolas.

Isso beneficia pequenos agricultores, que poderão produzir, e impede a invasão de terras por parte do MST. Mas, para que haja a viabilização da reforma, alguns pontos precisam ser estudados. Entenda!

Reforma de Lula não tem orçamento

Para implementar projetos ou medidas, a União precisa comprovar de onde vem o recurso e a sua quantia orçamentária. Se não houver espaço no orçamento, o presidente em exercício pode ser enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal, o que pode acontecer com Lula.

Em 2019, o governo do PT revogou uma medida do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que limitava a desapropriação de terras improdutivas para um orçamento prévio.

Ou seja, não seria mais preciso informar se a União teria ou não recursos para bancar a ação. Esse episódio já aconteceu durante a gestão de Jair Bolsonaro, que gerou R$ 6,2 bilhões em precatórios ao Incra por áreas adquiridas.

Alerta do Incra

O presidente da instituição, Geraldo Melo Filho, alertou para os riscos da aprovação e da implementação da reforma agrária sem que haja recursos existentes.

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“A própria Lei de Responsabilidade Fiscal, nos artigos 15 e 16, diz que, mesmo que para emissão de precatório, tem que ter orçamento. Esse é o ponto. E o orçamento do Incra deste ano para aquisição de terras é de pouco mais de R$ 2 milhões. No Brasil real, estamos falando de 300 hectares de terra no máximo, não dá para fazer nada”, alertou.

Vale salientar que antes da tomada das propriedades, é necessário que haja uma vistoria, que avalia as condições das terras e se elas se enquadram como improdutivas.

Por fim, Lula ainda não determinou um prazo para a criação do texto da reforma, mas deve ser até o final de seu mandato, já que foi um dos principais objetivos levantados durante sua campanha eleitoral.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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