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PIS/Pasep 2025 entra na reta final; veja quem ainda pode sacar

Nova tabela do Imposto de Renda 2026 amplia a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e muda regras de cálculo. Veja quem será beneficiado.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Abono salarial

A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a nova tabela do Imposto de Renda, que traz mudanças significativas para milhões de brasileiros. A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5.000 por mês, medida que faz parte da política de reformulação tributária do governo federal. A atualização foi oficializada após a sanção da lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 26 de novembro, e regulamentada pela Receita Federal por meio de ato publicado no Diário Oficial da União.

A mudança representa um dos maiores ajustes na tabela do Imposto de Renda das últimas décadas e tem impacto direto tanto para trabalhadores assalariados quanto para aposentados, pensionistas e servidores públicos. Além da ampliação da faixa de isenção, o novo modelo estabelece reduções graduais de imposto para quem recebe até R$ 7.350 e cria uma cobrança mínima para contribuintes de renda mais elevada.

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O que muda com a nova tabela do Imposto de Renda

A principal alteração é a isenção total do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5.000. Na prática, isso significa que milhões de brasileiros deixarão de pagar qualquer valor de imposto sobre seus salários.

Além disso, quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá direito a uma redução parcial do imposto devido. Esse abatimento é calculado de forma decrescente, até ser completamente eliminado quando o rendimento ultrapassa R$ 7.350.

Segundo a Receita Federal, a redução máxima pode chegar a R$ 312,89 por mês, valor que antes era recolhido diretamente na fonte.

Como funciona a nova lógica de tributação

Com a mudança, passam a existir duas tabelas distintas aplicadas simultaneamente:

Tabela progressiva tradicional

Essa é a tabela já conhecida, com alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%, aplicadas conforme a faixa de renda mensal.

Tabela de isenção e redução

Essa nova tabela funciona como um mecanismo de compensação, reduzindo ou zerando o imposto apurado na tabela tradicional para quem se enquadra nos novos limites de renda.

O resultado prático é que trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000 não terão qualquer desconto de Imposto de Renda, enquanto aqueles que ganham entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 pagarão valores progressivamente menores.

Tabela mensal de isenção e redução do Imposto de Renda

A partir de janeiro de 2026, a Receita Federal aplicará os seguintes critérios:

Rendimentos tributáveis mensais

  • Até R$ 5.000: redução de até R$ 312,89, garantindo imposto zero
  • De R$ 5.000,01 até R$ 7.350: redução de R$ 978,62 menos o fator de 0,133145 aplicado sobre o rendimento tributável
  • Acima de R$ 7.350: não há redução adicional

Essa fórmula garante que o benefício seja progressivamente reduzido até desaparecer completamente para rendas mais elevadas.

Tabela mensal do Imposto de Renda a partir de 2026

A base de cálculo permanece organizada da seguinte forma:

  • Até R$ 2.428,80 – isento
  • De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% (dedução de R$ 182,16)
  • De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15% (dedução de R$ 394,16)
  • De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% (dedução de R$ 675,49)
  • Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% (dedução de R$ 908,73)

Essas faixas continuam sendo usadas como base para o cálculo inicial, antes da aplicação da redução prevista na nova regra.

Como fica a tabela anual do Imposto de Renda

A mudança também impacta a declaração anual, que será entregue em 2027, referente aos rendimentos de 2026.

Tabela anual de isenção e redução

  • Até R$ 60.000: redução de até R$ 2.694,15, garantindo imposto zero
  • De R$ 60.000,01 até R$ 88.200: redução de R$ 8.429,73 menos 0,095575 vezes o rendimento tributável
  • Acima de R$ 88.200: não há redução

Tabela anual do Imposto de Renda

  • Até R$ 28.467,20 – isento
  • De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,80 – 7,5% (dedução de R$ 2.135,04)
  • De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 – 15% (dedução de R$ 4.679,03)
  • De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16 – 22,5% (dedução de R$ 8.054,97)
  • Acima de R$ 55.976,16 – 27,5% (dedução de R$ 10.853,78)

Quem tem direito à isenção do Imposto de Renda

A nova regra beneficia trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

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Para aposentados e pensionistas, há ainda uma isenção adicional a partir do mês de aniversário, no valor de R$ 1.903,98, desde que haja incidência do imposto pelas regras tradicionais.

Também permanecem válidas outras deduções importantes, como:

  • Dedução mensal por dependente: R$ 189,59
  • Dedução anual por dependente: R$ 2.275,08
  • Limite anual de despesas com educação: R$ 3.561,50
  • Desconto simplificado anual: R$ 17.640

Esses valores continuam sendo considerados na apuração final do imposto.

Quem propôs a mudança na isenção do Imposto de Renda

A proposta de ampliação da faixa de isenção faz parte do Projeto de Lei nº 1.087/2025, enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional. A iniciativa estava entre as promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto teve relatoria do deputado Arthur Lira (PP-AL), que promoveu ajustes, mas manteve o ponto central da proposta: isentar totalmente do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5.000 por mês.

A discussão sobre a correção da tabela do Imposto de Renda é antiga. Em governos anteriores, o tema foi debatido, mas a tabela permaneceu congelada por vários anos, o que elevou a carga tributária real sobre os trabalhadores.

Impactos práticos da nova regra

Com a atualização da tabela, milhões de brasileiros passam a ter aumento direto na renda líquida mensal. Para quem está nas faixas intermediárias, a redução do imposto também representa maior poder de compra e alívio no orçamento familiar.

Além disso, a medida corrige parcialmente a defasagem histórica da tabela do Imposto de Renda, que vinha acumulando perdas inflacionárias há mais de uma década.

Especialistas avaliam que a nova política tributária contribui para maior justiça fiscal, ao aliviar a carga sobre rendas menores e reforçar a progressividade do sistema.

Conclusão

A nova tabela do Imposto de Renda que entra em vigor em 2026 marca uma mudança significativa na política tributária brasileira. Com isenção ampliada, redução progressiva do imposto e atualização das faixas de renda, o novo modelo beneficia milhões de contribuintes e corrige distorções históricas do sistema.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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