Contudo, o Portal da Transparência afirmou que as despesas totais chegam a R$ 75 milhões. Durante os 4 anos de seu mandato, o então presidente negava o uso do cartão corporativo.
Detalhamento das despesas do cartão corporativo de Bolsonaro
Com a primeira divulgação, há duas semanas, os maiores gastos foram separados em hotéis, peixarias, sorveterias e padarias. Agora, foram explicitados os itens específicos. Confira.
- Picanhas, uma delas com o valor de mais de R$ 3 mil;
- Caviar, filé mignon, camarão, leite condensado e Nutella;
- Combustíveis para as motociatas promovidas pelo ex-presidente;
- Medicamentos controlados;
- Hospedagem no valor de R$ 2,3 mil para um dos filhos do ex-presidente, Carlos Bolsonaro.
Com base nas informações divulgadas, pelo menos R$ 38 mil foram retirados por meio de saques. O que chamou atenção foram várias transações de mesmo valor realizadas nos mesmos dias. Ainda existem mais notas fiscais para serem divulgadas, segundo a Fiquem Sabendo.
Apuração do uso do cartão pelo TCU
Diante das novas informações reveladas, o Ministério Público de Contas entrou com um pedido ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que o uso do cartão corporativo de Bolsonaro seja investigado.
Vale ressaltar que os recursos usados por meio desse benefício advêm do dinheiro público e só devem ser utilizados para compras de materiais e prestação de serviços.
Imagem: BW Press/shutterstock.com