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Novas restrições podem aumentar desemprego e falências

De acordo com especialistas, as restrições novas implantadas no Brasil para controlar a circulação de pessoas terá impacto negativo na economia nacional.

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Segundo informe do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato, a necessidade de restrições para diminuir o contágio do coronavírus é compreensível. Entretanto, ele também alerta que essas mesmas medidas devem aumentar significativamente o número de desempregos, assim como também haverá alta no número de empresas que decretarão falência.

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Maricato acredita que, devido ao aumento de empresas que precisarão fechar, haverá influência no crescimento de desempregos, o que torna difícil falar de planejamento financeiro para a população. 

Além disso, a Abrasel, por exemplo, consegue ainda manter estável seu quadro de funcionários por, pelo menos, 6 meses. Entretanto, apesar de a empresa não ter faturado nos últimos tempos, os gastos das contas mensais permanecem. Por esse motivo, as restrições farão com que mais empresas fechem.

Ocorrência de desempregos e falência dessa magnitude também aconteceu no início da pandemia

Ainda, de acordo com um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), estima-se uma perda média de R$11 bilhões em março, apenas no comércio varejista do estado.

No entanto, esta perda já foi registrada em uma escala similar de mensuração no recuo médio mensal de abril e maio em 2020. Ainda em relação ao dados levantados pela FecomercioSP, nem as empresas que migraram parte de suas operações para o meio digital tiveram faturamento suficiente para suprir as perdas que ocorreram durante o fechamento das lojas presenciais.

De acordo com explicação da FecomercioSP, o faturamento das empresas, quando bem trabalhado, pode render de 10% a 30%. Entretanto, mesmo com o auxílio de aplicativos que movimentam funcionários e gastam o estoque estagnado, é difícil suprir os gastos.

Outros problemas que influenciam o futuro cenário de desempregos

Outro problema é a dificuldade enfrentada por empresários ao acesso aos programas de auxílio durante a pandemia. Apenas 14% das pequenas empresas tiveram acesso a alguma linha de crédito, de acordo com o que foi explicado pelo presidente do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri.

Além disso, especialistas cobram mais rigidez das autoridades diante das aglomerações nas ruas e de festas clandestinas. 

Ainda, conforme José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio, o governo necessita de um plano sanitário, em que haja preocupação em trazer a vacina ao povo. Ele também alerta que as empresas precisam de um plano estruturado de saneamento.

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Imagem: Nelson Antoine/shutterstock.com

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