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Novo app ameaça WhatsApp e já tem 300 milhões de usuários; saiba qual é

Com 300 milhões de usuários, iMessage cresce e ameaça liderança do WhatsApp com recursos superiores em privacidade e qualidade de mídia.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Novo app ameaça WhatsApp e já tem 300 milhões de usuários; saiba qual é

O domínio do WhatsApp como principal aplicativo de mensagens no Brasil ainda é sólido. Presente em 99% dos smartphones do país, o app do grupo Meta se consolidou como ferramenta essencial para comunicação pessoal e profissional. No entanto, essa hegemonia vem sendo desafiada em outros mercados por um concorrente robusto: o iMessage, mensageiro exclusivo da Apple que já conquistou cerca de 300 milhões de usuários, principalmente nos Estados Unidos.

Segundo levantamento recente divulgado pela revista PCMag, cerca de 26% da população norte-americana opta pelo iMessage como principal plataforma de mensagens, deixando o WhatsApp em segundo plano. O sucesso do aplicativo da Apple se explica por um conjunto de funcionalidades avançadas, que atendem a uma demanda crescente por privacidade, qualidade de mídia e integração com outros serviços.

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iMessage x WhatsApp: o que diferencia os dois aplicativos

whatsapp
Imagem: Reprodução

Qualidade de envio de mídia é destaque

Entre os principais diferenciais do iMessage está a capacidade de enviar imagens e vídeos com qualidade máxima, sem compressão excessiva. Ao contrário do WhatsApp, que reduz significativamente a resolução e retira metadados de imagens, o iMessage preserva os dados originais, incluindo localização e propriedades da foto. Essa funcionalidade é especialmente valorizada por fotógrafos, profissionais de mídia e usuários exigentes.

No caso dos vídeos, o mensageiro da Apple também se destaca. É possível enviar gravações com até 100 MB na qualidade original, enquanto o WhatsApp ainda impõe limite de 16 MB, comprimindo os arquivos automaticamente.

Chamadas em Full HD integradas ao FaceTime

Outro ponto positivo para o app da Apple está na qualidade das chamadas de vídeo. O iMessage se conecta diretamente ao FaceTime, garantindo uma experiência em Full HD (1080p). O WhatsApp, embora ofereça videochamadas estáveis, não atinge a mesma resolução, o que pode comprometer a qualidade em reuniões e chamadas profissionais.


Privacidade como prioridade

Sem status “online” e “visto por último”

Em tempos de preocupação crescente com a privacidade digital, o iMessage ganha pontos importantes. O aplicativo não exibe status de presença, como “visto por último” ou “online”, prática comum no WhatsApp. Embora o mensageiro da Meta tenha introduzido recentemente configurações para ocultar essa informação, o padrão do iMessage sempre foi o de não interferir na privacidade do usuário.

Além disso, a criptografia de ponta a ponta também está presente, garantindo segurança nas mensagens. Contudo, vale lembrar que essa funcionalidade é limitada à comunicação entre dispositivos Apple, o que pode restringir a proteção em interações com usuários fora do ecossistema.


Limitações ainda restringem o avanço do iMessage

Imagem: Reprodução

Restrito ao ecossistema Apple

Apesar de seus avanços tecnológicos, o iMessage enfrenta um obstáculo importante no Brasil e em outros mercados emergentes: sua restrição a dispositivos da Apple. Isso significa que, para usá-lo plenamente, é necessário ter um iPhone, iPad ou Mac. Em países onde o Android domina o mercado — como o Brasil — essa limitação se torna uma barreira significativa.

No Brasil, onde o WhatsApp está enraizado até mesmo em serviços públicos e negócios, o iMessage ainda é considerado um aplicativo de nicho. Poucas pessoas o utilizam fora de grupos específicos, como usuários de iPhone, o que compromete seu apelo como substituto completo.

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Gravação de áudio e grupos limitados

Outro ponto criticado pelos usuários é o manuseio de áudios no iMessage. Ao contrário do WhatsApp, que tem atalhos intuitivos e mensagens de voz permanentes, os áudios no iMessage expiram em dois minutos, a menos que o usuário os salve manualmente. A interface também prioriza a função de ditado, o que pode confundir quem busca apenas enviar uma nota de voz rápida.

Além disso, o iMessage impõe um limite de 32 participantes por grupo, número muito inferior aos 1.023 do WhatsApp e aos impressionantes 200 mil do Telegram. Essa limitação dificulta o uso do app para comunidades, times de trabalho e escolas, ambientes onde a comunicação em massa é essencial.


Futuro: iMessage pode crescer fora dos EUA?

Uma expansão possível, mas condicionada

A superioridade técnica do iMessage é inegável em vários aspectos. No entanto, sua expansão internacional enfrenta desafios estruturais. A dependência do ecossistema Apple, o custo mais elevado dos dispositivos e a popularidade consolidada do WhatsApp dificultam sua adoção em larga escala fora dos EUA.

Mesmo assim, com o crescimento da base de usuários da Apple no Brasil — especialmente entre o público jovem e profissional —, o iMessage pode ganhar espaço de forma gradual. A busca por privacidade e por uma experiência mais fluida pode levar uma parcela do público a migrar para o app azul da maçã, principalmente entre aqueles que já utilizam outros produtos da marca.

Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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