Um novo golpe em que as vítimas devem assistir a vídeos está circulando na Internet ultimamente. Conhecido como “golpe do engajamento”, nesse esquema os criminosos pedem depósitos às pessoas prometendo devolver o dinheiro.
Ainda, os golpistas informam que irão enviar uma taxa de comissão de 30% para quem assistir aos vídeos enviados. A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando o caso. Saiba mais detalhes sobre essa fraude na sequência.
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Golpe do engajamento induz vítimas a assistir a vídeos e fazer depósitos
Imagem: Pira25 / Shutterstock.com
Na maioria dos casos, o golpe inicia com uma proposta de “oportunidade única” de renda extra rápida e fácil. Essas ofertas chegam geralmente através de mensagens impessoais e mal traduzidas, o que pode ser um um sinal de alerta.
Uma das vítimas do golpe de assistir a vídeos é uma mulher no Rio de Janeiro. Ela relatou que obteve um prejuízo de R$ 3 mil em apenas 24 horas. Porém, ela só reconheceu a fraude após realizar quatro depósitos sem obter qualquer retorno financeiro.
O golpe funciona de maneira sorrateira, exigindo pagamentos sucessivos, ao mesmo tempo em que promete remuneração pelo engajamento nas redes sociais. Vale destacar que as tarefas são enviadas por um grupo no Telegram.
Saiba como não cair nessa fraude
Especialistas afirmam que, em primeiro lugar, deve-se desconfiar de propostas que envolvam remuneração por interações nas redes sociais. As tarefas podem consistir em assistir a vídeos, dar likes ou fazer comentários.
Além disso, é aconselhável manter cautela diante de promessas de rendimentos superiores a 1% ou 1,5% ao mês. Isso porque percentuais acima desse patamar frequentemente indicam a possibilidade de envolvimento em atividades fraudulentas.
O advogado Luiz Augusto D’urso, especialista em crimes cibernéticos, enfatizou ao portal g1 que todas as vítimas desses golpes para assistir a vídeos devem procurar a polícia, mesmo que o prejuízo seja baixo. Isso é fundamental para criar estatísticas que desencadeiam investigações policiais, o que é vital para desmantelar essas quadrilhas digitais.
Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.