Brasil aparece em ranking entre os regimes previdenciários menos sustentáveis
O envelhecimento da população e o crescimento para além do esperado da taxa de fecundidade nas contas públicas são uma preocupação real para o país, uma vez que, de acordo com o ranking, o Brasil possui um dos piores regimes previdenciários dentro das economias estudadas.
As informações são da segunda edição do Relatório Global Previdenciário 2023, feito pelo Grupo Allianz, que fez uso de índice próprio, o Allianz Pension Index – API. Assim, foram analisados dados como análise das condições demográficas e fiscais básicas, determinação da sustentabilidade e adequação do sistema previdenciário.
De 2020 para 2023, o Brasil caiu da posição 43° para 65°, sendo válido lembrar que ao todo são 75 economias que compõem o ranking.
Também no estudo foi destacado o diagnóstico de que grande parte dos sistemas previdenciários dão prioridade para o bem-estar dos atuais pensionistas, o que acende um alerta para o futuro. Isso porque as contribuições não serão suficientes para manter as aposentadorias das próximas gerações.
Saiba mais sobre o levantamento
Como citado anteriormente, a situação do Brasil é preocupante. O país somente ficou à frente de outras nove nações, sendo elas: Romênia, Tunísia, Emirados Árabes, Laos, Uzbequistão, Arábia Saudita, Marrocos, Líbano e Sri Lanka.
Diferente do Brasil, França e China foram países que conseguiram melhorar seus respectivos cenários por meio de reformas. Sobre a previdência brasileira, o relatório destaca que o sistema é questionável a longo prazo, mas que, atualmente, está entre os mais generosos.
Entre os regimes previdenciários mais sustentáveis, a Dinamarca lidera o ranking, seguida pela Holanda, Suécia, Nova Zelândia e Estados Unidos.
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