A partir de 2025, todos os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) terão que emitir o novo Registro Geral na versão Carteira de Identidade Nacional (CIN) para continuar recebendo o pagamento. A determinação inclui a coleta de biometria e integra um pacote de medidas para reforçar a segurança e modernizar o acesso aos serviços públicos.
Novo RG é obrigatório para continuar recebendo o BPC, saiba como fazer
Em 2025, beneficiários do BPC precisam emitir o novo RG (CIN) com biometria para continuar recebendo o auxílio.
O documento, que substitui gradualmente o antigo RG, utiliza um padrão único nacional, vinculado ao CPF, e incorpora tecnologias que dificultam falsificações. A exigência também vale para beneficiários do Bolsa Família.
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Por que o novo RG é exigido para o BPC?

Segurança e combate a fraudes
O governo federal aponta que a mudança tem como objetivo principal reduzir fraudes e golpes contra programas sociais. A integração dos dados biométricos à CIN possibilita uma autenticação mais segura e dificulta o uso indevido de benefícios por terceiros.
Segundo técnicos do Ministério da Previdência e do Desenvolvimento Social, um dos maiores problemas enfrentados pelo sistema era a existência de cadastros duplicados ou falsos, que comprometiam o repasse correto dos valores. A biometria, já utilizada no sistema bancário e eleitoral, passa agora a ser requisito para quem recebe o BPC.
Quem precisa emitir a CIN?
Abrangência do público
A obrigatoriedade inclui:
- Idosos com 65 anos ou mais que recebem o BPC.
- Pessoas com deficiência cadastradas no programa.
- Beneficiários do Bolsa Família.
O BPC é pago mensalmente e equivale a um salário mínimo. Ele é destinado a famílias com renda per capita de até 1/4 do salário mínimo e que comprovem a condição exigida por lei, seja idade ou deficiência.
Além de garantir a continuidade do pagamento, o novo documento serve como identificação oficial em todos os órgãos públicos, eliminando a necessidade de múltiplas carteiras.
Como emitir o novo RG com biometria
Passo a passo para solicitar
O processo é gratuito na primeira via e pode variar de acordo com cada estado, mas geralmente segue as seguintes etapas:
- Agendamento – Deve ser feito no site ou aplicativo do órgão de identificação estadual, como o Instituto de Identificação ou Detran.
- Documentos necessários – CPF, certidão de nascimento ou casamento, comprovante de endereço e, se aplicável, laudos médicos para comprovar deficiência.
- Coleta biométrica – Impressões digitais e fotografia facial são registradas para integrar o banco de dados nacional.
- Entrega do documento – O prazo para recebimento varia, mas costuma ser de 7 a 15 dias úteis.
Em alguns estados, já é possível solicitar a versão digital pelo aplicativo gov.br, que tem a mesma validade jurídica da versão física.
Prazos para adequação
O governo ainda não divulgou um prazo único nacional, mas recomenda que os beneficiários façam a emissão o quanto antes para evitar a suspensão do benefício. Alguns estados já estabelecem datas-limite para a atualização.
Quem não apresentar a CIN poderá ter o pagamento bloqueado até a regularização. No caso do Bolsa Família, o mesmo procedimento é exigido, integrando a política de unificação dos cadastros sociais.
Benefícios da Carteira de Identidade Nacional

Modernização e integração de dados
O novo modelo de RG traz avanços como:
- Unificação nacional – Cada cidadão passa a ter apenas um número de identificação, o CPF, válido em todo o país.
- QR Code – Permite verificar a autenticidade do documento instantaneamente.
- Versão digital – Acessível pelo celular, sem custo adicional.
- Integração com serviços públicos – Facilita o acesso a programas sociais e serviços de saúde, educação e segurança.
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Essa integração reduz erros, agiliza atendimentos e amplia o controle sobre a distribuição de recursos.
Impactos para quem recebe o BPC
Mais do que um documento, um requisito para garantir renda
Para muitos beneficiários, o BPC representa a única fonte de renda mensal. Por isso, a atualização do documento não é apenas burocrática: trata-se de um passo essencial para manter o direito garantido.
O Ministério da Previdência reforça que a medida não é opcional. Assim como no recadastramento do Cadastro Único (CadÚnico), a falta de atualização pode interromper o pagamento.
O que dizem especialistas
Especialistas em políticas públicas avaliam que a exigência é positiva, desde que acompanhada de campanhas informativas e oferta de pontos de atendimento acessíveis, especialmente em áreas rurais e comunidades isoladas.
Há preocupação com a logística para pessoas com deficiência severa ou mobilidade reduzida, o que pode exigir atendimento domiciliar ou mutirões itinerantes.
O próximo passo na modernização dos benefícios
O novo RG, aliado à biometria, é parte de um esforço mais amplo do governo para digitalizar e unificar sistemas de identificação. A previsão é que, até 2030, todos os brasileiros possuam a CIN, eliminando gradualmente documentos paralelos e facilitando a integração de dados entre União, estados e municípios.
Enquanto isso, quem depende do BPC ou do Bolsa Família deve se programar para garantir a atualização e evitar cortes no pagamento. A recomendação é simples: quanto antes regularizar, mais seguro estará o benefício.
Imagem: Freepik e Canva
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