O adiamento vai até pelo menos dia 28 de fevereiro. A medida é defendida pelo ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que entende que a ação pode diminuir em até R$ 0,69 o preço dos derivados do petróleo.
“Abrasileirar o preço do combustível”
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o preço do combustível brasileiro mude o viés de sua cobrança. O presidente entende que a Petrobras não deve determinar os preços de acordo com indicadores internacionais, e que o Brasil tem o poder de ser autossuficiente na extração do recurso.
Durante a transição de governo, o coordenador dos grupos de transição, Aloizio Mercadante, defendeu a perspectiva de Lula. Mercadante afirmou que o atual governo deve aumentar a capacidade em encher as refinarias.
“A Petrobras não pode olhar só exploração. Temos de maximizar capacidade de refino para não ter de importar derivados que forçam os preços. Aumento do refino pode ajudar muito no sentido de ter uma política de abrasileirar o preço do combustível, deixar de depender do câmbio e combustível importado”, disse Mercadante.
O que pensa Lula
Lula argumenta que o preço pode ser diminuído pela mesma mão que o aumentou, e que a estatal vai ser fundamental na configuração dos valores do petróleo brasileiro. O primeiro passo será definir uma nova diretoria, a qual Lula deseja que seja comandada pelo senador Jean Paul Prates (PT).
Com o que se sabe até o momento, haverá um fundo de estabilização de preços enquanto a capacidade das refinarias são construídas. Dessa maneira, o governo quer evitar grandes flutuações dos valores.
Cabe lembrar que, ainda não sendo autossuficiente com o próprio petróleo, como defende Lula, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua impactando o valor dos combustíveis. Assim, a commodity é impactada em escala global, consequentemente, afetando o preço no Brasil.
Imagem: Fernando Dias Fotografia / shutterstock.com