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Novos prazos e mais facilidade: MP traz novas regras para Compensação Tributária

Descubra como a nova MP altera a compensação tributária no Brasil, impactando setores e empresas. Saiba mais!

Em uma sessão marcada pela eficiência e rapidez, a Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (07), uma Medida Provisória (MP) crucial, que impõe novos limites para a compensação de créditos tributários por empresas.

Essa medida, discutida em meio a debates acalorados e análises minuciosas, representa um marco significativo no cenário fiscal brasileiro.

O impacto dessa decisão reverbera não apenas nos corredores do poder legislativo, mas também nos escritórios de contabilidade, empresas e setores econômicos em todo o país.

O que muda com a nova MP de Compensação Tributária?

Imagem de uma calculadora e uma caneta em cima de um caderno em um fundo branco
Imagem: Recha Oktaviani/Unsplash

A recém-aprovada MP 1.202 de 2023 estabelece que empresas que acumularam créditos tributários superiores a R$ 10 milhões em vitórias contra a União não poderão mais usar esses valores integralmente dentro de um único ano fiscal.

A norma, proposta pelo governo, visa uma melhor gestão das compensações tributárias e pretende afetar o fluxo de caixa em curto prazo no tesouro nacional.

Quais setores foram inicialmente afetados pela MP?

Originalmente, a Medida Provisória proposta pelo Presidente Lula, além de introduzir o limite de compensação, reonerava 17 setores da economia e os municípios.

Além disso, ela prevê o término do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Contudo, pressões políticas e negociações intensas levaram à exclusão destes pontos no texto final aprovado pela Câmara.

Impacto e reações ao novo limite de créditos tributários

De acordo com Robinson Barreirinhas, Secretário Especial da Receita Federal, a imposição desses limites deve gerar um impacto estimado em cerca de R$ 20 bilhões já em 2024.

Essa economia vem na medida em que as companhias têm agora um teto de compensação, obrigando-as a planejar melhor suas estratégias fiscais a longo prazo.

Além disso, para créditos de R$ 10 milhões a R$ 99,99 milhões, a compensação deverá ser feita em, no mínimo, 12 meses. Para créditos superiores a R$ 500 milhões, o período mínimo para compensação será de 60 meses.

Alternativas para as empresas após a mudança

Empresas que optarem por não seguir o parcelamento podem solicitar a devolução de créditos via precatórios. Essa alternativa, embora possível, segue o ritmo geralmente mais lento de processamento judicial, o que pode não ser ideal para todas as organizações.

Após a aprovação na Câmara dos Deputados, o texto da MP 1.202 segue para apreciação do Senado. Se confirmado sem alterações, entrará em vigor ainda neste ano, mudando significativamente o planejamento fiscal das grandes corporações brasileiras e ajustando as expectativas de arrecadação federal.

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Este novo cenário traz uma série de desafios e oportunidades, e as empresas brasileiras precisarão se adaptar rapidamente para navegar com sucesso nas complexidades da legislação tributária atualizada.

Imagem: Recha Oktaviani/Unsplash