No mesmo sentido, a reforma tributária do governo petista também está sendo instituída para amenizar os impactos financeiros do governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Portanto, o que há em comum entre as duas medidas é a necessidade de recuperar um setor que foi altamente prejudicado no governo antecessor.
Do ponto de vista político, podemos observar semelhanças entre o clima vivido durante o período do Plano Real e o atual contexto da reforma tributária. Essas semelhanças não se limitam apenas ao amplo apoio de diversos partidos políticos tanto ao Plano Real quanto à reforma tributária atual.
Nesse sentido, a cooperação e harmonia entre os líderes dos Três Poderes em ambos os períodos também pode ser citada. Um exemplo disso foi evidenciado logo após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele fez questão de visitar o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, em sua primeira viagem a Brasília.
Por fim, esse gesto do presidente Lula transcende uma mera visita protocolar, como ressaltou o ministro da Justiça, Flávio Dino.
Quais são os outros fatores semelhantes?
- Amplo apoio político – tanto durante o Plano Real quanto na atual reforma tributária, houve um amplo arco de partidos que apoiaram as medidas. Isso indica a importância de uma base política abrangente para a implementação de reformas significativas;
- Clima de pacto político e econômico – a aprovação da reforma tributária e a implementação do Plano Real geraram um clima de pacto político e econômico no Congresso. Esse clima é fundamental para a construção de consensos e a superação de obstáculos que podem surgir durante o processo legislativo;
- Boa convivência entre os chefes dos Três Poderes – a semelhança também é observada no clima de boa convivência entre os chefes dos Três Poderes durante os dois períodos.
Imagem: Satur / shutterstock.com