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O que fazer após enviar um Pix para pessoa errada? Entenda

Descubra os passos para recuperar um Pix enviado para a pessoa errada. Saiba como agir rapidamente e evite dores de cabeça com essas dicas.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
pix

O sistema Pix revolucionou os pagamentos no Brasil ao oferecer transferências instantâneas. Apesar da agilidade, a correria do dia a dia pode levar a erros, como enviar dinheiro para a pessoa errada.

E agora, o que fazer? Especialistas apontam as soluções e cuidados necessários para evitar problemas maiores.

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devolver Pix errado
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O que fazer ao enviar um Pix errado?

Verifique a situação imediatamente

A primeira providência é checar o comprovante da transferência. Confirme se o erro foi no preenchimento da chave Pix ou se houve algum problema sistêmico. A rapidez é essencial, pois quanto mais tempo passar, mais difícil pode ser recuperar o valor.

Entre em contato com o recebedor

Segundo Jorge Alexandre Fagundes, presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB-ES, a solução mais rápida é buscar uma resolução amigável.

“Envie uma mensagem diretamente pelo aplicativo bancário, se possível, ou entre em contato com a pessoa por outros meios e explique a situação”, recomenda.

Comunique o banco

Informe o ocorrido à instituição financeira. Embora o banco não possa reverter o pagamento sem autorização do recebedor, ele pode intermediar a devolução. Além disso, o Banco Central disponibiliza o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que facilita a recuperação em casos de fraude ou falha sistêmica, mas não cobre erros humanos.

Acione a justiça, se necessário

Se o recebedor se recusar a devolver o valor, o remetente pode registrar um boletim de ocorrência e entrar com uma ação judicial.

“A base legal para isso é o princípio da proibição do enriquecimento sem causa”, explica Jorge Fagundes.

Documente tudo

Mantenha os comprovantes de transferência e registros de comunicações com o banco e o recebedor. Essas evidências podem ser úteis em uma eventual ação judicial.

Quem recebe um Pix errado deve devolver

mulher preocupada com a mão no rosto e segurando o celular
Imagem: fizkes / Shutterstock.com

De acordo com o advogado Sergio Nielsen, quem recebe um Pix indevido tem a obrigação legal de devolver o valor. A retenção deliberada pode configurar apropriação indébita, crime previsto no artigo 169 do Código Penal, com pena de um a quatro anos de prisão.

O Banco Central recomenda que a devolução seja feita diretamente no aplicativo do banco, acessando a transação original. Assim, evita-se enviar um novo Pix e pagar duas vezes pelo mesmo valor.

Como realizar a devolução de forma correta?

  • Acesse a transação no aplicativo bancário.
  • Utilize a opção de devolução disponibilizada.
  • Evite fazer um novo Pix para o remetente, pois isso pode gerar duplicidade.

Dicas para evitar erros no Pix

Confirme os dados antes de concluir

Eduardo Pinheiro, especialista em Tecnologia da Informação, destaca que é essencial revisar as informações do destinatário antes de finalizar a transação.

“Verifique o nome completo, CPF ou CNPJ e a chave Pix inserida. Um simples caractere errado pode direcionar o dinheiro para outra pessoa”, alerta.

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Utilize chaves Pix seguras

Para proteger seus dados, prefira usar chaves aleatórias geradas pelo sistema. Isso reduz o risco de exposição de informações pessoais, como telefone e CPF.

Atente-se a tentativas de golpe

Golpistas podem se aproveitar de erros para aplicar fraudes. Certifique-se de que a devolução seja feita de maneira oficial, evitando enviar dinheiro para desconhecidos.

Possíveis melhorias no sistema Pix

Pix recesso
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Embora seja uma solução eficiente, o Pix ainda pode melhorar. O prazo atual para que as instituições financeiras bloqueiem valores em caso de comunicação de fraude é de até sete dias. Especialistas consideram o prazo longo, dado que golpistas geralmente movimentam os valores rapidamente.

Sugestões para o Banco Central:

  • Reduzir prazos para bloqueio de valores suspeitos.
  • Ampliar a aplicação do MED para casos de erros humanos.
  • Implementar opções de confirmação de dados mais robustas antes da finalização das transações.

Considerações finais

O Pix trouxe praticidade e agilidade, mas também exige atenção redobrada para evitar problemas como transferências erradas. Em caso de erro, agir rapidamente, comunicar a instituição financeira e buscar uma resolução amigável são os melhores caminhos. Além disso, quem recebe valores indevidos deve devolvê-los, sob pena de cometer crime de apropriação indébita.

Com mais conscientização dos usuários e melhorias nos mecanismos de segurança, o Pix pode se tornar ainda mais seguro e eficiente.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital 

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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