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Repasses da Caixa levam segurança contra enchentes para milhares no Rio

Saiba como R$ 123 mi da Caixa Econômica vão proteger 205 mil pessoas no Rio. Entenda os impactos e acompanhe as obras.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Caixa

O bairro de Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, inicia uma transformação histórica no combate às enchentes. Com investimento de R$ 123,5 milhões do Ministério das Cidades, por meio de repasses operados pela Caixa, a região será contemplada com obras de infraestrutura que prometem impactar diretamente a vida de mais de 205 mil moradores.

A modernização da rede de drenagem e a construção de um reservatório subterrâneo com capacidade para quase 20 milhões de litros marcam um novo capítulo na prevenção de desastres urbanos. Sendo assim, acompanhe a leitura abaixo para compreender mais da iniciativa da Caixa.

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Primeira etapa: foco na rede de drenagem

Fachada da entrada de uma agência da Caixa Econômica Federal
Imagem: casa.da.photo / Shutterstock.com

Intervenções nas principais vias

Nesta fase inicial, as obras se concentram na requalificação da drenagem de águas pluviais, com a construção de novas galerias e reforço em estruturas já existentes. As intervenções acontecem em ruas estratégicas para o escoamento da água da chuva, como:

  • Rua Bernardo de Vasconcelos;
  • Avenida Santa Cruz;
  • Rua Barão do Triunfo;
  • Travessa do Imperador;
  • Rua Petrópolis;
  • Rua Baião.

Serão implantados mais de cinco quilômetros de novas galerias pluviais, aliviando a pressão sobre o sistema atual e reduzindo significativamente o risco de alagamentos, que há décadas causam prejuízos à população local.

Reforço no rio Catarino

Parte das obras envolve ainda o reforço da calha do rio Catarino, um dos principais responsáveis pelo escoamento natural das águas na região. A ação busca ampliar a capacidade do rio durante períodos de chuva intensa, minimizando transbordamentos e invasões de água em áreas residenciais.

Segunda etapa: “piscinão” e canalização do Piraquara

Reservatório subterrâneo de 20 milhões de litros

Em fase de análise técnica e orçamentária, a segunda etapa prevê a construção de um reservatório subterrâneo, popularmente conhecido como “piscinão”, sob uma praça na rua Beira Rio. A estrutura terá capacidade de reter até 20 milhões de litros de água, funcionando como um pulmão do sistema pluvial durante chuvas fortes.

Após sua conclusão, a praça será reconstruída e devolvida à comunidade, com melhorias no paisagismo e infraestrutura de lazer.

Canalização e desassoreamento do rio Piraquara

A etapa também contempla a canalização e o desassoreamento do rio Piraquara, um curso d’água fundamental para a drenagem da Zona Oeste. O objetivo é evitar que o acúmulo de resíduos e sedimentos continue obstruindo o fluxo das águas, um dos principais agravantes das enchentes em Realengo.

Impactos diretos na vida da população

Segurança, saúde pública e valorização territorial

Além de representar um avanço em termos de infraestrutura urbana, o projeto tem repercussões sociais e econômicas diretas para os moradores de Realengo. A redução dos alagamentos implica:

  • Menor incidência de doenças de veiculação hídrica;
  • Prevenção de perdas materiais em enchentes;
  • Valorização imobiliária da região;
  • Maior segurança para comércio e transporte.

Segundo o superintendente de Rede da CAIXA na região Rio Capital, José Domingos Correa Martins, “o projeto representa saúde pública, valorização do território e mais oportunidades para os moradores de Realengo”.

Acompanhamento e mobilização social

População como protagonista da transformação

O contrato das obras prevê também ações de acompanhamento social. A Prefeitura do Rio, em parceria com a CAIXA, vai promover atividades educativas com o objetivo de:

  • Informar os moradores sobre o andamento da obra;
  • Incentivar a preservação da nova estrutura;
  • Estimular práticas de sustentabilidade urbana.

Com isso, espera-se que a comunidade se torne aliada na manutenção e conservação da rede de drenagem, reduzindo riscos de entupimentos e vandalismo.

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Papel da CAIXA como agente da transformação urbana

Operacionalização dos recursos federais

A CAIXA atua como mandatária da União na gestão de repasses federais. Sua função é celebrar e operacionalizar os contratos de repasse que permitem a destinação de verbas públicas para estados, municípios e instituições sem fins lucrativos. Todo o processo segue os critérios da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).

A seleção dos projetos é feita pelos ministérios gestores – neste caso, o Ministério das Cidades – e passa por análise técnica e orçamentária antes da liberação dos recursos.

Transparência e controle público

As operações de transferência voluntária, como as aplicadas em Realengo, são rastreáveis por meio do portal TransfereGOV e dos sites dos ministérios envolvidos, garantindo maior controle social e transparência na aplicação dos recursos públicos.

Realengo: de símbolo da precariedade à referência em drenagem urbana

Fachada de uma unidade da Caixa Econômica Federal
Imagem: Alf Ribeiro / Shutterstock.com

Durante anos, Realengo esteve entre os bairros mais afetados por enchentes no Rio de Janeiro. Com um sistema de drenagem antigo, pouco eficiente e incapaz de lidar com eventos extremos – cada vez mais comuns com as mudanças climáticas –, a população conviveu com perdas materiais e danos à saúde.

Com este investimento massivo, a expectativa é que Realengo se torne um modelo de gestão hídrica urbana, combinando tecnologia, participação social e planejamento de longo prazo.

Importância de obras estruturantes para o futuro das cidades

O caso de Realengo ilustra a urgência de políticas públicas voltadas à resiliência urbana. Em meio a um cenário de crescimento populacional e eventos climáticos intensificados, obras como esta não são apenas necessárias, mas urgentes.

A combinação de financiamento federal, gestão local eficiente e envolvimento da população é o caminho mais sólido para construir cidades mais seguras, saudáveis e sustentáveis.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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