O bairro de Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, inicia uma transformação histórica no combate às enchentes. Com investimento de R$ 123,5 milhões do Ministério das Cidades, por meio de repasses operados pela Caixa, a região será contemplada com obras de infraestrutura que prometem impactar diretamente a vida de mais de 205 mil moradores.
A modernização da rede de drenagem e a construção de um reservatório subterrâneo com capacidade para quase 20 milhões de litros marcam um novo capítulo na prevenção de desastres urbanos. Sendo assim, acompanhe a leitura abaixo para compreender mais da iniciativa da Caixa.
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Primeira etapa: foco na rede de drenagem

Intervenções nas principais vias
Nesta fase inicial, as obras se concentram na requalificação da drenagem de águas pluviais, com a construção de novas galerias e reforço em estruturas já existentes. As intervenções acontecem em ruas estratégicas para o escoamento da água da chuva, como:
- Rua Bernardo de Vasconcelos;
- Avenida Santa Cruz;
- Rua Barão do Triunfo;
- Travessa do Imperador;
- Rua Petrópolis;
- Rua Baião.
Serão implantados mais de cinco quilômetros de novas galerias pluviais, aliviando a pressão sobre o sistema atual e reduzindo significativamente o risco de alagamentos, que há décadas causam prejuízos à população local.
Reforço no rio Catarino
Parte das obras envolve ainda o reforço da calha do rio Catarino, um dos principais responsáveis pelo escoamento natural das águas na região. A ação busca ampliar a capacidade do rio durante períodos de chuva intensa, minimizando transbordamentos e invasões de água em áreas residenciais.
Segunda etapa: “piscinão” e canalização do Piraquara
Reservatório subterrâneo de 20 milhões de litros
Em fase de análise técnica e orçamentária, a segunda etapa prevê a construção de um reservatório subterrâneo, popularmente conhecido como “piscinão”, sob uma praça na rua Beira Rio. A estrutura terá capacidade de reter até 20 milhões de litros de água, funcionando como um pulmão do sistema pluvial durante chuvas fortes.
Após sua conclusão, a praça será reconstruída e devolvida à comunidade, com melhorias no paisagismo e infraestrutura de lazer.
Canalização e desassoreamento do rio Piraquara
A etapa também contempla a canalização e o desassoreamento do rio Piraquara, um curso d’água fundamental para a drenagem da Zona Oeste. O objetivo é evitar que o acúmulo de resíduos e sedimentos continue obstruindo o fluxo das águas, um dos principais agravantes das enchentes em Realengo.
Impactos diretos na vida da população
Segurança, saúde pública e valorização territorial
Além de representar um avanço em termos de infraestrutura urbana, o projeto tem repercussões sociais e econômicas diretas para os moradores de Realengo. A redução dos alagamentos implica:
- Menor incidência de doenças de veiculação hídrica;
- Prevenção de perdas materiais em enchentes;
- Valorização imobiliária da região;
- Maior segurança para comércio e transporte.
Segundo o superintendente de Rede da CAIXA na região Rio Capital, José Domingos Correa Martins, “o projeto representa saúde pública, valorização do território e mais oportunidades para os moradores de Realengo”.
Acompanhamento e mobilização social
População como protagonista da transformação
O contrato das obras prevê também ações de acompanhamento social. A Prefeitura do Rio, em parceria com a CAIXA, vai promover atividades educativas com o objetivo de:
- Informar os moradores sobre o andamento da obra;
- Incentivar a preservação da nova estrutura;
- Estimular práticas de sustentabilidade urbana.
Com isso, espera-se que a comunidade se torne aliada na manutenção e conservação da rede de drenagem, reduzindo riscos de entupimentos e vandalismo.
Papel da CAIXA como agente da transformação urbana
Operacionalização dos recursos federais
A CAIXA atua como mandatária da União na gestão de repasses federais. Sua função é celebrar e operacionalizar os contratos de repasse que permitem a destinação de verbas públicas para estados, municípios e instituições sem fins lucrativos. Todo o processo segue os critérios da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).
A seleção dos projetos é feita pelos ministérios gestores – neste caso, o Ministério das Cidades – e passa por análise técnica e orçamentária antes da liberação dos recursos.
Transparência e controle público
As operações de transferência voluntária, como as aplicadas em Realengo, são rastreáveis por meio do portal TransfereGOV e dos sites dos ministérios envolvidos, garantindo maior controle social e transparência na aplicação dos recursos públicos.
Realengo: de símbolo da precariedade à referência em drenagem urbana

Durante anos, Realengo esteve entre os bairros mais afetados por enchentes no Rio de Janeiro. Com um sistema de drenagem antigo, pouco eficiente e incapaz de lidar com eventos extremos – cada vez mais comuns com as mudanças climáticas –, a população conviveu com perdas materiais e danos à saúde.
Com este investimento massivo, a expectativa é que Realengo se torne um modelo de gestão hídrica urbana, combinando tecnologia, participação social e planejamento de longo prazo.
Importância de obras estruturantes para o futuro das cidades
O caso de Realengo ilustra a urgência de políticas públicas voltadas à resiliência urbana. Em meio a um cenário de crescimento populacional e eventos climáticos intensificados, obras como esta não são apenas necessárias, mas urgentes.
A combinação de financiamento federal, gestão local eficiente e envolvimento da população é o caminho mais sólido para construir cidades mais seguras, saudáveis e sustentáveis.
Imagem: rafapress / shutterstock.com




