A operadora Oi deu mais um passo em sua complexa jornada de reestruturação financeira ao protocolar, nesta quarta-feira (2), um novo pedido de recuperação judicial, desta vez envolvendo duas de suas subsidiárias: a Serede, especializada em reparo técnico de rede, e a Tahto, empresa de call center. O movimento já era esperado pelo mercado e faz parte do amplo plano de reorganização da companhia, que busca preservar operações estratégicas e proteger credores e empregados.
Empresas de call center e reparo técnico da Oi entram em recuperação judicial
Oi busca reorganizar grupo e pede recuperação judicial para Serede e Tahto, mantendo operações e empregos.
Com histórico de dificuldades financeiras marcadas por um dos maiores processos de recuperação judicial da história do Brasil, iniciado em 2016, a Oi tenta agora ajustar sua estrutura para focar em segmentos mais lucrativos, como fibra óptica e soluções corporativas. Este novo capítulo é decisivo para a manutenção das atividades do grupo no país.
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As subsidiárias na mira da recuperação: Serede e Tahto

As duas empresas que entraram com o pedido têm papéis importantes na operação da Oi. A Serede é responsável pelo reparo técnico da rede e atende milhares de chamados diariamente para manter o funcionamento da infraestrutura. Já a Tahto cuida do atendimento ao cliente, operando um robusto call center que presta suporte aos consumidores da companhia.
De acordo com o pedido apresentado à 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, a recuperação judicial tem como objetivo assegurar a continuidade dessas atividades vitais enquanto o grupo implementa sua reorganização econômico-financeira.
O comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reforça que a medida visa proteger credores e trabalhadores, evitando a interrupção dos serviços e garantindo tempo para que o grupo possa se reestruturar com mais fôlego.
Uma trajetória marcada por desafios e ajustes
A Oi vem enfrentando um longo período de dificuldades financeiras. O primeiro pedido de recuperação judicial, protocolado em 2016, tornou-se um dos processos mais emblemáticos do meio empresarial brasileiro. Após anos tentando cumprir os compromissos assumidos com credores e investidores, a companhia precisou entrar, já em 2023, com um novo processo, buscando proteção judicial contra a pressão de dívidas acumuladas.
Agora, com esse novo pedido direcionado especificamente às subsidiárias, a empresa mostra que o foco é consolidar operações com maior rentabilidade e abrir mão de ativos menos estratégicos. Nos últimos anos, a Oi já vendeu sua operação de telefonia móvel, parte da rede fixa e torres de transmissão — mudanças que visam viabilizar um modelo de negócios mais sustentável.
Confiança na capacidade operacional e próximo plano
Em nota ao mercado, o diretor-presidente e de relações com investidores da Oi, Marcelo José Milliet, ressaltou a confiança da empresa na capacidade operacional das subsidiárias, afirmando que elas seguem fundamentais para a preservação do valor do grupo.
O aditivo ao segundo plano de recuperação judicial da Oi já está em elaboração e será submetido à votação em assembleia de credores, prevendo as medidas específicas para a reorganização da Serede e da Tahto.
Foco em negócios mais rentáveis

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Uma das estratégias mais evidentes por trás dessa reorganização é o direcionamento dos esforços para segmentos mais rentáveis. O mercado de internet via fibra óptica, por exemplo, tem crescido rapidamente no Brasil e oferece margens mais atraentes que os serviços tradicionais de telefonia fixa ou móvel. Além disso, a Oi aposta em soluções corporativas como outro pilar de sua retomada.
Essa mudança de foco também envolve manter estruturas enxutas e eficientes, o que explica a reorganização das subsidiárias. Ao mesmo tempo, a empresa trabalha para manter sua força de trabalho e mitigar impactos sociais decorrentes do processo.
O que esperar nos próximos meses
A expectativa é de que o novo plano para Serede e Tahto seja apresentado em breve aos credores e aprovado em assembleia. Somente após essa etapa será possível conhecer todos os detalhes da estratégia desenhada para as subsidiárias.
Enquanto isso, a Oi segue operando normalmente, reforçando a mensagem de que a recuperação judicial não representa paralisação das atividades, mas sim uma medida para garantir a continuidade das operações, proteção dos credores e segurança dos empregos.
Com informações de: O GLOBO
