Uma forte onda de frio atingiu o Brasil no final de maio de 2025, trazendo temperaturas abaixo de 3°C em São Paulo e neve em cidades do Sul.
Além de provocar impactos climáticos e sociais, o frio extremo reacende o alerta para os riscos à saúde respiratória, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
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Embora o frio em si não cause doenças, ele cria o ambiente ideal para a proliferação de vírus respiratórios, exigindo atenção redobrada da população.
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Como o Frio Afeta a Saúde Respiratória?

Condições ambientais propícias a infecções
O frio não é o vilão direto das gripes e resfriados, mas cria as condições perfeitas para que os vírus se disseminem:
- Ambientes fechados e mal ventilados: Aglomerações em locais fechados aumentam o contato com pessoas infectadas.
- Ar seco: A baixa umidade resseca as mucosas nasais, diminuindo a barreira de proteção natural.
- Menor circulação de ar natural: Facilita a concentração de partículas virais.
Mecanismos fisiológicos do corpo
Contração dos vasos nas mucosas
Com o frio, há vasoconstrição nas vias respiratórias, o que pode comprometer a imunidade local e facilitar a entrada de vírus.
Choque térmico
A transição repentina entre ambientes aquecidos e frios força o corpo a gastar energia para manter sua temperatura interna, afetando temporariamente a imunidade.
Mitos e Verdades Sobre o Frio e as Doenças Respiratórias
“Pegar friagem causa gripe?”
Mito. A gripe é causada por vírus como o influenza e o rinovírus. O frio facilita a disseminação desses agentes, mas não os origina.
“Banho quente prolongado melhora no frio?”
Mito parcial. Embora traga conforto, banhos muito quentes ressecam a pele e as mucosas, podendo agravar alergias e irritações.
Quem Está Mais Vulnerável ao Frio?
Grupos de risco
- Crianças: Sistema imunológico em desenvolvimento.
- Idosos: Imunidade reduzida e maior propensão a complicações.
- Portadores de doenças respiratórias: Como asma e bronquite.
- Pessoas em situação de rua: Expostas diretamente à queda de temperatura.
Impacto nas doenças crônicas
Doenças como hipertensão, rinite alérgica, sinusite e DPOC podem se agravar com o frio. A exposição prolongada pode levar à descompensação do quadro clínico.
Prevenção: Como Cuidar da Saúde Respiratória no Inverno
Dicas práticas para o dia a dia
Hidratação constante
Mesmo sem sede, beber água ajuda a manter a umidade das mucosas, essencial para a defesa contra vírus.
Uso de umidificadores
Aparelhos ou bacias com água em ambientes fechados ajudam a melhorar a umidade do ar.
Ventilação adequada
Manter janelas abertas por pelo menos 15 minutos ao dia é essencial para renovar o ar.
Higiene pessoal
Lavar as mãos com frequência e evitar tocar o rosto ajudam a reduzir a contaminação por vírus.
Roupas e acessórios
- Use camadas: Vestir-se em camadas permite melhor controle da temperatura corporal.
- Proteja extremidades: Mãos, pés e cabeça devem ser cobertos, pois são áreas com grande perda de calor.
Cuidados Especiais com o Sistema Cardiovascular
Riscos aumentados no frio
A contração dos vasos sanguíneos pode elevar a pressão arterial e aumentar a sobrecarga cardíaca. Dados de 2024 indicam um aumento de até 15% nos atendimentos por infarto durante o inverno.
Dicas para pessoas com histórico cardíaco
- Evite sair em horários de frio intenso (madrugada e início da manhã).
- Mantenha a medicação em dia.
- Vista-se adequadamente e evite exposição prolongada ao vento.
Aglomerações e Transmissão de Vírus
Onde há mais risco?
Locais como transporte público, escolas, academias e centros comerciais têm maior concentração de pessoas e menor ventilação.
Recomendações das autoridades
- Máscaras: Recomendadas em locais fechados, especialmente para grupos de risco.
- Álcool gel: Deve estar sempre à mão, principalmente após tocar superfícies públicas.
- Campanhas de vacinação: A principal medida preventiva contra a gripe.
Cuidados com a Pele no Inverno
Como o frio afeta a pele?
O clima seco e a baixa umidade comprometem a barreira de proteção natural da pele, provocando rachaduras e irritações.
Medidas de proteção
- Hidratação corporal: Preferencialmente com cremes à base de ureia ou ceramidas.
- Evitar água quente excessiva: Preserve os óleos naturais da pele.
- Protetor solar diário: Mesmo no inverno, a radiação UV pode causar danos.
Ações Públicas Durante a Onda de Frio

Iniciativas municipais e estaduais
Abrigos e kits de inverno
Cidades como São Paulo e Porto Alegre reforçaram pontos de acolhimento para pessoas em situação de rua, distribuindo cobertores, sopas e agasalhos.
Estrutura hospitalar
Leitos extras foram abertos em hospitais públicos para atender à crescente demanda por síndromes respiratórias.
Campanhas educativas
Postos de saúde estão orientando a população sobre prevenção, sintomas e quando buscar ajuda médica.
Impactos do Frio e Mudanças Climáticas
Nova realidade climática
O Inmet alerta que ondas de frio extremas podem se tornar mais comuns devido às mudanças climáticas, exigindo adaptações nos sistemas de saúde pública e infraestrutura urbana.
Conclusão
Com temperaturas históricas e aumento de doenças respiratórias, a onda de frio de 2025 impõe novos desafios à população e ao sistema de saúde.
A prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir os impactos negativos. Manter-se informado, vacinado e atento aos sinais do corpo é fundamental para enfrentar o frio com saúde e segurança.
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