Fome mundial é preocupação na ONU
A crise alimentar global deve-se a uma combinação de fatores, que inclui a pandemia de COVID-19, emergências climáticas e conflitos humanitários.
Conforme dados do relatório Mapa da Fome, aproximadamente 2,4 bilhões de pessoas, o que equivale a cerca de 29,6% da população mundial, não têm acesso regular a alimentos. A África é o continente mais atingido por essa situação, com quase uma em cada cinco pessoas enfrentando grave insegurança alimentar, valor que é mais do que o dobro da média global.
Como o Brasil está enfrentando esse problema?
No Brasil, a situação não é diferente. Estima-se que 70,3 milhões de brasileiros estejam em situação moderada ou severa de insegurança alimentar. Comparando com os dados de 2016, houve um crescimento expressivo no número de pessoas em situação de grave insegurança alimentar, saltando de 4 milhões (1,9% da população) para 21 milhões (9,9% da população) no período de 2020 a 2022.
Entretanto, existe uma perspectiva otimista de melhorias para o futuro, especialmente para o Brasil, como destaca o professor e pesquisador da FGV Agro, Felippe Serigati.
“Diversas dessas grandes commodities, que são a base da alimentação brasileira, têm seu preço fortemente associado ao dólar. […] O reforço no caixa dessas políticas sociais, desde que bem focalizado, tende a melhorar a situação, principalmente dos mais vulneráveis”, […] retomar o crescimento econômico de forma sustentada”, reflete Serigati.
Planos para o futuro
O Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, anunciou que a pasta está preparando um novo plano para retirar o Brasil do Mapa da Fome.
“Estamos trabalhando e já aprovamos na Câmara Integrada de Segurança Alimentar e Nutricional. […] Nós vamos ter as condições de ter muito em breve o lançamento do plano Brasil Sem Fome”, afirma o ministro.
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