A Ligga Telecom, uma das principais operadoras regionais do Brasil, foi colocada à venda pelo empresário Nelson Tanure, com valor estimado em R$ 2,5 bilhões.
O processo, conduzido pelo banco de investimentos Rothschild & Co, marca um movimento estratégico em meio aos desafios financeiros e às exigências da implementação da rede 5G. Acompanhe a leitura abaixo para entender melhor esse contexto de venda!
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Privatização e expansão da Ligga

Origem da operadora
A Ligga Telecom surgiu a partir da privatização da Copel Telecom no Paraná, consolidando-se como uma empresa com forte presença regional. Desde então, a operadora expandiu sua atuação incorporando empresas como Sercomtel e Nova Fibra, ampliando sua cobertura no estado e fortalecendo sua infraestrutura.
Estratégias de marketing e parcerias
Em 2023, a Ligga firmou uma parceria com o Athletico Paranaense, reforçando sua presença institucional e visibilidade de marca. Entretanto, o contrato foi encerrado em junho de 2025 devido a divergências estratégicas, refletindo desafios na gestão de parcerias e posicionamento de mercado.
Motivos para a venda
Necessidade de investimentos em 5G
Um dos principais fatores que motivaram a venda da Ligga é a exigência de investir mais de R$ 1 bilhão em infraestrutura de rede 5G até 2029. As metas, definidas durante o leilão de 5G em 2021, incluem a instalação de cerca de 800 antenas em aproximadamente 300 cidades brasileiras. O cumprimento dessas metas será determinante para a competitividade futura da empresa.
Pressões financeiras
Apesar do aumento de 18% na receita líquida no primeiro trimestre de 2025, que alcançou R$ 160,6 milhões, a Ligga registrou prejuízo líquido de R$ 15,3 milhões e viu sua dívida crescer para R$ 871,7 milhões.
O Ebitda ajustado, porém, apresentou crescimento de 35%, chegando a R$ 85,4 milhões, demonstrando resiliência operacional, mas reforçando a necessidade de capital para investimentos estratégicos.
Mudanças na gestão
A renúncia de Nelson Tanure ao conselho de administração da Ligga foi interpretada como um distanciamento do dia a dia da empresa, reforçando o movimento de venda. A mudança na liderança evidencia a necessidade de novos gestores que possam conduzir os investimentos em 5G e otimizar a estrutura financeira da operadora.
Mercado de telecomunicações e os potenciais compradores
Consolidadores e provedores regionais
O setor de telecomunicações brasileiro passa por um processo de consolidação, onde empresas maiores buscam expandir sua presença regional. Potenciais interessados na aquisição da Ligga incluem grandes operadoras como Vivo, que recentemente negociou a compra da Desktop, e provedores regionais como Unifique e Brisanet, que enxergam na Ligga uma oportunidade estratégica de expansão.
Redes neutras como oportunidade
Além dos operadores tradicionais, redes neutras podem representar uma alternativa para a continuidade e expansão da Ligga. A empresa possui licenças valiosas em regiões estratégicas, incluindo Paraná, São Paulo e Norte do Brasil, oferecendo potencial significativo para expansão da cobertura 5G e aumento da competitividade.
Desafios e oportunidades da transição para 5G

Infraestrutura e cumprimento de metas
O investimento de mais de R$ 1 bilhão para cumprir as metas de 5G é um desafio, mas também uma oportunidade. A instalação de antenas em centenas de cidades permitirá não apenas ampliar a cobertura, mas também consolidar a Ligga como uma operadora competitiva em um mercado que valoriza tecnologia de ponta e conectividade de alta velocidade.
Competitividade e relevância futura
O cumprimento das metas estabelecidas pela Anatel será essencial para garantir a relevância da Ligga no mercado. O próximo proprietário terá a responsabilidade de equilibrar investimentos, reduzir dívidas e explorar novas oportunidades de receita, especialmente em serviços corporativos e de internet de alta velocidade.
Considerações finais
A venda da Ligga Telecom por R$ 2,5 bilhões representa um marco estratégico no setor de telecomunicações. Entre desafios financeiros, investimentos necessários em 5G e oportunidades de expansão regional, a operação sinaliza como o mercado brasileiro de telecom está se transformando.
A aquisição da Ligga pode significar crescimento acelerado para operadoras que buscam consolidar sua presença, enquanto também exige planejamento estratégico para atender às exigências regulatórias e de infraestrutura.
Imagem: ESB Professional / Shutterstock.com
