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Operadores apostam US$ 130 mil no Bitcoin e se preparam para alta de volatilidade

Operadores estão comprando opções de compra de Bitcoin a US$ 130 mil visando quarto trimestre, com volatilidade pronta para disparar após divulgação das atas do Fed.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira7 min de leitura
Bitcoin

Após permanecer por mais de 50 dias dentro da faixa estreita de US$ 100 000 a US$ 110 000, o preço do Bitcoin começa a dar sinais de possíveis rupturas. Operadores profissionais já se antecipam e buscam se posicionar para uma nova fase de volatilidade — desta vez, com viés majoritariamente altista.

O movimento fica evidente nos dados da principal plataforma de derivativos, a Deribit, segundo análise da QCP Capital, gestora sediada em Singapura.

O ponto-chave: operadores estão adquirindo opções de compra (calls) com strike de US$ 130 000, com vencimento em setembro, em volume crescente. Esse padrão de comportamento sinaliza que, ao menos para parte do mercado, o topo de US$ 110 000 não será a fronteira final para 2025 — e preparem-se, porque a volatilidade pode estar prestes a retornar com força.

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O que está acontecendo no livro de opções?

Na Deribit, a maior exchange de derivativos de cripto do mundo, destacam-se:

  1. Spreads de calls entre US$ 115 000–140 000, especialmente para setembro;
  2. Compras recordes de calls com strike de US$ 130 000;
  3. Redução de posições vendidas, sugerindo expectativa de subida.

Segundo relatório da QCP Capital, esses operadores estruturam suas operações de forma a limitar o risco (um spread) mas preparar-se para ganhos exponenciais na retomada dos preços. Trata-se de uma estratégia que expressa confiança.

Volatilidade baixa e acomodada

Apesar das apostas, a volatilidade implícita do Bitcoin segue em patamares muito baixos — beirando mínimos de 2021. Ou seja, o custo das opções está baixo, o que incentiva ainda mais apostas robustas por parte de investidores institucionais e hedge funds.

Qual a importância do número de Setembro?

BTC dispara após corte de juros na china e avanços regulatórios sobre stablecoins nos estados unidos
Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

Setembro representa o início do quarto trimestre, geralmente associado à retomada de fluxos de investimento. Como na economia tradicional, o BTC costuma atrair dinheiro fresco após um segundo semestre de acumulação.

O efeito das atas do Fed

Outra razão: as atas da reunião de junho do Federal Reserve (Fed) serão divulgadas numa quarta-feira próxima. O mercado cripto acompanha com atenção eventuais mudanças no tom do banco central americano — taxas de juros, inflação e possíveis cortes são temas decisivos.

O papel das vendas de carteiras antigas

Enquanto parte do mercado profissional trabalha as opções, carteiras historicamente de “holders de longo prazo” seguem realizando vendas na faixa de US$ 100K–110K. A QCP aponta que essas vendas estão garantindo certa sustentação ao preço, mesmo com ETFs ainda comprando.

Volatilidade implícita em mínimos históricos

A volatilidade implícita do Bitcoin, que acompanha o custo das opções, encontra-se atualmente em patamares recordemente baixos. Isso significa que investidores conseguem comprar exposições altas — como um strike de US$ 130 mil — com prêmios reduzidos, facilitando apostas mais ambiciosas com risco controlado.

Para muitos operadores, esse contexto lembra o início de novas fases altistas: há tempos iguais em que a complacência do mercado avisa que algo maior pode estar por vir. A QCP Capital observa esse padrão e se posiciona para aproveitar o eventual movimento explosivo.

Eventos macro que podem inflamar o mercado

A divulgação das atas da reunião de junho do Federal Reserve está marcada para uma próxima quarta-feira. Investidores monitoram com atenção:

  • Mudanças de tom em relação a inflação;
  • Indicações sobre cortes ou ajustes na taxa de juros;
  • Sinais de conversão de políticas de aperto.

Qualquer alteração significativa pode gerar impacto direto no mercado cripto, por aumentar o apetite por risco — ou revigorar o dólar, freando tendências de alta no BTC.

Extensão de moratória tarifária dos EUA

Reportagens indicam que os EUA estenderam por 90 dias a suspensão de tarifas para diversos parceiros comerciais, até agosto. Essa medida, ainda que temporária, empurra a liquidez global e favorece ativos de risco.

Historicamente, momentos que combinam política monetária mais frouxa e comércio mais fácil tendem a gerar rali em criptomoedas.

Estratégias profissionais: spreads, calls e proteção de caixa

Bitcoin
Imagem: REDPIXEL.PL / Shutterstock.com

Operadores descritos pela QCP estão utilizando spreads de opções de compra de setembro com strikes entre US$ 115.000 e US$ 140.000. O spread envolve:

  • Compra de uma call mais barata com strike mais próximo;
  • Venda de uma call com strike mais alto para reduzir custo.

Essa tática reduz o prêmio e, ao mesmo tempo, mantém potencial de ganho significativo se o BTC ultrapassar os US$ 130 mil.

Estouro sequencial de posições long tail

As calls com strike de US$ 130 mil representam apostas long tail — visam grandes movimentos ascensionais. Para que valham a pena, o preço do Bitcoin precisa romper barreiras psicológicas (US$ 110 mil) seguidas por momentum firme até US$ 130 mil+.

O cenário está favorável: mercado calmo, prêmios baixos, eventos macro relevantes — todos ingredientes que podem levar a volatilidade para cima rapidamente.

Comparativo com ciclos anteriores de volatilidade

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Em ciclos anteriores, especialmente em 2020-2021 e 2023, o BTC passou por fases de baixa volatilidade seguida por explosões de preço após gatilhos como ETFs aprovados e cortes de juros. A atual estrutura apresenta várias semelhanças, como:

  • Faixa de preço estável antes do gatilho;
  • Ações de baleias e institucionais acumulando opções long tail;
  • Expectativa de eventos macro decisivos (Fed, comércio global).

Padrões técnicos, padrões de mercado e sentimentos

Além de estratégia de derivativos, analistas técnicos apontam suporte firme na faixa de US$ 100 mil, com resistência em US$ 110 mil. Uma ruptura com volume pode gerar aceleração rápida — cenário que operadores já antecipam com as calls de US$ 130 mil.

Expectativas para o Terceiro Trimestre: BTC mira novos recordes?

Julho marca tradicionalmente o início de períodos mais fortes para o Bitcoin. Dados históricos mostram que o terceiro trimestre costuma ser marcado por:

  • Retomada de fluxo institucional;
  • Menor pressão vendedora dos mineradores (especialmente após halving);
  • Ciclos de alta correlação com o mercado de ações dos EUA.

Com o S&P 500 renovando máximas históricas, a correlação positiva entre os dois ativos tende a reforçar o otimismo.

ETF de Bitcoin nos EUA impulsiona estrutura de mercado

As entradas nos ETFs à vista de Bitcoin, que voltaram a superar os US$ 600 milhões em um único dia, mostram que a demanda institucional está viva — e aquecendo. Isso cria um piso de suporte no BTC, especialmente nas zonas entre US$ 100 mil e US$ 105 mil.

Com o IBIT da BlackRock e o FBTC da Fidelity na liderança de captação, cresce o consenso de que a próxima perna de alta pode ocorrer com força — e investidores posicionados com opções de compra já começam a se beneficiar da antecipação.

Conclusão: Bitcoin no compasso da explosão?

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Reprodução: Seu Crédito Digital/Freepik

Com um cenário de volatilidade comprimida, entradas institucionais consistentes e eventos macroeconômicos à vista, o ambiente está propício para uma explosão direcional do Bitcoin.

Traders se adiantam ao possível breakout

As movimentações na Deribit deixam claro: os profissionais estão se posicionando com call options entre US$ 115 mil e US$ 140 mil, vislumbrando rompimentos decisivos e valorização acentuada.

Fatores a acompanhar nos próximos dias:

  • Publicação das atas do Fed;
  • Novidades sobre as tarifas comerciais dos EUA;
  • Fluxo nos ETFs institucionais;
  • Volume em exchanges spot e derivativos.

Se os catalisadores se alinharem — com a queda do dólar (DXY), afrouxamento fiscal e apetite global por risco —, o Bitcoin pode mirar não apenas os US$ 130 mil, mas também caminhar para os US$ 150 mil ainda em 2025.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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