Entretanto, algumas famílias apontam que não conseguem cumprir as exigências por falta de profissionais específicos. Por isso, os jovens acabam não indo às aulas e ficam sem receber o pagamento de R$ 150.
Esse é o caso de duas famílias de Galópolis, em Caxias do Sul, que possuem jovens em idade escolar e que estão dentro do espectro autista. No caso dos dois, eles precisam de uma cuidadora com eles na sala de aula, para ajudar. O depoimento foi dado com exclusividade ao Pioneiro.
Contudo, dos sete meses de 2023, houve uma cuidadora para eles apenas no mês de maio, mas a profissional acabou se demitindo do cargo e, até o momento, o governo não colocou outra pessoa no lugar. Assim, os jovens assistiram apenas 20 dos dias letivos até agora.
Além de não terem acesso à educação e socialização com outras pessoas, os jovens também não recebem o pagamento de R$ 150 referentes ao “Todo Jovem na Escola”. Isso pois eles não possuem frequência escolar.
Família diz que os filhos querem ir à escola
De acordo com os pais, os filhos gostam de ir à escola e essa rotina faz bem para os jovens. Além disso, afirmam que querem que os filhos vão às aulas, entretanto, não têm como mandá-los para os colégios porque esses não possuem a estrutura para recebê-los.
Dessa forma, eles perderam o pagamento de R$ 150 porque o governo não contrata profissionais para atender os alunos com deficiência.
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