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Pagamentos parcelados sem juros vão acabar? Especialistas revelam consequências

Estudo da Febraban revela que o fim do parcelamento sem juros em cartões de crédito pode reduzir taxas pela metade. Saiba mais!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Cartões de crédito empilhados sobre notebook

Uma discussão está cada vez mais quente em Brasília. Ela diz respeito à criação de um teto para a taxa de juros que são cobradas no rotativo do cartão de crédito, aplicado quando usuário paga a fatura com um valor menor que o integral.

A partir disso, uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indica que eliminar o parcelamento sem juros nas compras poderia reduzir o custo do pagamento de juros nominais no Brasil. Saiba mais!

Febraban indica que parcelamento sem juros aumenta custos

Um estudo da Febraban propõe que acabar com o parcelamento sem juros nos cartões de crédito poderia reduzir pela metade as taxas de juros no Brasil. Atualmente, elas oscilam em torno de 12,42% ao mês, mas poderiam ser reduzidos para patamares mais próximos a 6,6% ao mês.

Há debates para que haja a criação de um teto para as taxas de juros cobradas no rotativo dos cartões de crédito que ultrapassam 400% ao ano. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prometeu uma proposta de reforma para o setor em até 90 dias.

No entanto, apesar da perspectiva de redução dos juros ser atrativa, a Febraban alerta para as possíveis consequências negativas. Em nota, a Federação pontuou a importância da diminuição dos custos de crédito no Brasil, mas enfatizou que é imprescindível “atacar as causas dos altos juros, sem adoção de ‘medidas artificiais’”.

Além disso, com essas medidas, estima-se que até 65 milhões de cartões de crédito seriam retirados de circulação, prejudiando, especialmente, as classes mais baixas.

A importância do cartão de crédito no Brasil

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A Febraban enfatizou o papel crucial que o cartão de crédito ocupa na economia brasileira. Atualmente, ele é responsável por uma fatia de US$ 406 bilhões em compras, representando 21% do Produto Interno Bruto (PIB) e 40% do consumo das famílias.

Por fim, em comparação com outros países, esses números ultrapassam até mesmo a maior economia mundial, os EUA, onde o cartão de crédito representa 18% do seu PIB e 28% do consumo familiar.

Imagem: Suradech Prapairat / Shutterstock.com

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Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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