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Para Lula, independência do Banco Central é “bobagem”

A determinação sobre a autonomia do Banco Central se deu após sanção do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em 2021.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Lula com expressão séria segurando os óculos na altura do queixo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a independência do Banco Central (BC) é “bobagem”. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Natuza Nery, da GloboNews, na quarta-feira (18).

De acordo com Lula, um presidente do BC que não é indicado pelo chefe do Executivo não faz mais do que alguém que ocupa o cargo por indicação do presidente da República.

Ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou autonomia do Banco Central 

A determinação sobre a autonomia do Banco Central se deu através de sanção do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em 2021. O processo foi aprovado pelo Congresso Nacional antes de ser acatado pelo antigo mandatário. 

Dessa forma, com a aprovação, os presidentes do BC passaram a ter um mandato de quatro anos, que não coincide com o mesmo período de gestão da presidência da República. O atual presidente do Banco Central é Roberto Campos Neto, que deve permanecer no cargo até dezembro de 2024.

O objetivo das alterações é proteger os presidentes e diretores do Banco Central de possíveis demissões devido a mudanças na economia do país. Atualmente, o BC, através do Comitê de Política Monetária, é o órgão que define a Selic, taxa básica de juros do Brasil. 

“Nesse país se brigou muito para ter um Banco Central independente, achando que ia melhorar o quê? Eu posso te dizer com a minha experiência, é uma bobagem achar que o presidente do Banco Central independente vai fazer mais do que fez o Banco Central quando o presidente era que indicava.”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Ao criticar a independência do BC, Lula questionou: “Por que com um banco independente, a inflação está do jeito que está?”.

Lula fala sobre a meta da inflação

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Além disso, o presidente afirmou que a meta de inflação que o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu, em patamar baixo, interfere no crescimento da economia no país.

“Você estabelecer uma meta de inflação de 3,7%, quando você faz isso, você é obrigado a arrochar mais a economia para poder atingir aqueles 3,7%”, opinou.

Imagem: Isaac Fontana/shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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