O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a independência do Banco Central (BC) é “bobagem”. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Natuza Nery, da GloboNews, na quarta-feira (18).
Para Lula, independência do Banco Central é “bobagem”
A determinação sobre a autonomia do Banco Central se deu após sanção do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em 2021.
De acordo com Lula, um presidente do BC que não é indicado pelo chefe do Executivo não faz mais do que alguém que ocupa o cargo por indicação do presidente da República.
Ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou autonomia do Banco Central
A determinação sobre a autonomia do Banco Central se deu através de sanção do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em 2021. O processo foi aprovado pelo Congresso Nacional antes de ser acatado pelo antigo mandatário.
Dessa forma, com a aprovação, os presidentes do BC passaram a ter um mandato de quatro anos, que não coincide com o mesmo período de gestão da presidência da República. O atual presidente do Banco Central é Roberto Campos Neto, que deve permanecer no cargo até dezembro de 2024.
O objetivo das alterações é proteger os presidentes e diretores do Banco Central de possíveis demissões devido a mudanças na economia do país. Atualmente, o BC, através do Comitê de Política Monetária, é o órgão que define a Selic, taxa básica de juros do Brasil.
“Nesse país se brigou muito para ter um Banco Central independente, achando que ia melhorar o quê? Eu posso te dizer com a minha experiência, é uma bobagem achar que o presidente do Banco Central independente vai fazer mais do que fez o Banco Central quando o presidente era que indicava.”
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ao criticar a independência do BC, Lula questionou: “Por que com um banco independente, a inflação está do jeito que está?”.
Lula fala sobre a meta da inflação
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Além disso, o presidente afirmou que a meta de inflação que o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu, em patamar baixo, interfere no crescimento da economia no país.
“Você estabelecer uma meta de inflação de 3,7%, quando você faz isso, você é obrigado a arrochar mais a economia para poder atingir aqueles 3,7%”, opinou.
Imagem: Isaac Fontana/shutterstock.com
