Ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou autonomia do Banco Central
A determinação sobre a autonomia do Banco Central se deu através de sanção do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em 2021. O processo foi aprovado pelo Congresso Nacional antes de ser acatado pelo antigo mandatário.
Dessa forma, com a aprovação, os presidentes do BC passaram a ter um mandato de quatro anos, que não coincide com o mesmo período de gestão da presidência da República. O atual presidente do Banco Central é Roberto Campos Neto, que deve permanecer no cargo até dezembro de 2024.
O objetivo das alterações é proteger os presidentes e diretores do Banco Central de possíveis demissões devido a mudanças na economia do país. Atualmente, o BC, através do Comitê de Política Monetária, é o órgão que define a Selic, taxa básica de juros do Brasil.
“Nesse país se brigou muito para ter um Banco Central independente, achando que ia melhorar o quê? Eu posso te dizer com a minha experiência, é uma bobagem achar que o presidente do Banco Central independente vai fazer mais do que fez o Banco Central quando o presidente era que indicava.”
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ao criticar a independência do BC, Lula questionou: “Por que com um banco independente, a inflação está do jeito que está?”.
Lula fala sobre a meta da inflação
Além disso, o presidente afirmou que a meta de inflação que o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu, em patamar baixo, interfere no crescimento da economia no país.
“Você estabelecer uma meta de inflação de 3,7%, quando você faz isso, você é obrigado a arrochar mais a economia para poder atingir aqueles 3,7%”, opinou.
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