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Antena parabólica Gratuita: prazo se encerra em Julho

Famílias inscritas em programas sociais têm até 30 de junho para solicitar a troca da parabólica tradicional pela digital. Veja quem tem direito!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
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A partir do dia 30 de junho, as famílias brasileiras que ainda utilizam antena parabólica tradicional e estão inscritas em programas sociais do governo federal terão o prazo final para solicitar gratuitamente a substituição do equipamento pela nova parabólica digital. A medida é coordenada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com execução da entidade Siga Antenado, e tem como objetivo evitar interferências causadas pela tecnologia 5G, que está sendo implantada em todo o país.

O projeto de migração faz parte de uma grande reestruturação da distribuição do sinal de TV aberta via satélite. Com a ativação do 5G na faixa de 3,5 GHz, utilizada pelas parabólicas tradicionais, é necessário migrar os usuários para a Banda Ku, operada pela parabólica digital, que oferece melhor qualidade de som, imagem e sinal estável.

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Imagem: Siga Antenado/Divulgação

O que está acontecendo com as antenas parabólicas tradicionais?

Com a implementação da tecnologia 5G, a faixa de frequência utilizada pelas antigas parabólicas entrou em conflito com o sinal da nova rede de internet móvel. Como consequência, as transmissões de TV via satélite ficarão sujeitas a interferências ou serão totalmente interrompidas.

A parabólica tradicional (Banda C), aquela metálica, grande, instalada geralmente nos quintais ou telhados, deixará de funcionar corretamente. A substituição por uma parabólica digital é essencial para que os lares que dependem desse tipo de recepção de TV continuem tendo acesso aos canais abertos e gratuitos, especialmente em áreas onde não há cobertura de TV digital terrestre.

Quem tem direito à troca gratuita da parabólica?

A substituição gratuita está disponível exclusivamente para famílias de baixa renda que utilizam a parabólica tradicional para ver televisão e que estão inscritas em programas sociais do governo federal, como:

Requisitos para receber o kit gratuito:

  • Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal;
  • Ter uma antena parabólica tradicional funcionando em casa;
  • Não ser assinante de TV paga;
  • Não utilizar antena do tipo “espinha de peixe” ou antena digital interna.

Caso o domicílio já utilize antena digital UHF/VHF ou TV por assinatura, não é necessário fazer a troca.

Como agendar a substituição do equipamento?

O processo para solicitar o kit gratuito com antena parabólica digital e receptor Banda Ku é simples e pode ser feito online ou por telefone.

Etapas para agendamento:

  1. Acesse o site oficial: www.sigaantenado.com.br;
  2. Clique na opção “Verificar se tenho direito”;
  3. Insira o CPF ou o Número de Identificação Social (NIS);
  4. Caso esteja elegível, siga os passos para agendar a instalação gratuita;
  5. Também é possível agendar pelo telefone 0800-729-2404, com ligação gratuita.

O que está incluído no kit gratuito?

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Imagem: Pak_Sun/Shutterstock

O kit de recepção digital oferecido gratuitamente aos beneficiários contempla:

  • Uma antena parabólica digital de menor porte, mais discreta e moderna;
  • Um receptor compatível com a Banda Ku, já configurado para captar os canais digitais;
  • Cabos e conectores necessários para a instalação;
  • Instalação gratuita realizada por técnicos credenciados pelo programa.

Benefícios do novo sistema:

  • Mais de 80 canais gratuitos, incluindo opções nacionais, regionais e comunitárias;
  • Imagem em alta definição, sem chuviscos ou sombras;
  • Som com qualidade superior;
  • Equipamentos compactos, com design moderno e de fácil manuseio;
  • Padronização dos canais com nomes e numerações mais intuitivos.

Parabólica digital: nova experiência na TV aberta

A transição para a parabólica digital representa um salto tecnológico importante para milhões de famílias brasileiras. Com o novo equipamento, a experiência de assistir televisão se aproxima das transmissões de TV por assinatura, com qualidade audiovisual aprimorada e maior estabilidade de sinal, inclusive em dias chuvosos.

Ao contrário das antigas parabólicas analógicas, a nova antena opera na Banda Ku, que não sofre interferência da rede 5G, garantindo segurança e confiabilidade na recepção do sinal.

Além disso, a variedade de canais permite acesso a conteúdos:

  • Educacionais e infantis;
  • Jornalísticos;
  • Culturais;
  • Religiosos;
  • Regionais, voltados à comunidade local.

Quem não precisa substituir a antena?

A troca é necessária somente para quem ainda utiliza parabólica tradicional. Os seguintes usuários não precisam migrar para o novo sistema:

  • Quem usa antena espinha de peixe (UHF/VHF), aquelas de varetas, normalmente instaladas em telhados;
  • Quem utiliza antenas internas digitais, colocadas próximas à TV;
  • Quem tem assinatura de TV paga, com receptores de operadoras;
  • Quem já possui uma parabólica digital com receptor Banda Ku em funcionamento.

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Qual o prazo final para solicitar a troca?

A data-limite para solicitar a instalação gratuita da nova antena é 30 de junho de 2025. Após esse período, os lares que não tiverem migrado e continuarem utilizando a parabólica antiga poderão enfrentar:

  • Perda total do sinal de TV;
  • Instabilidade frequente com som e imagem falhados;
  • Inviabilidade de assistir a canais abertos via satélite.

O que fazer em caso de dúvida?

Para esclarecer dúvidas sobre o direito à troca, funcionamento dos equipamentos ou suporte técnico, os canais oficiais são:

Além disso, postos de atendimento em parceria com prefeituras, CRAS e unidades do CadÚnico também podem orientar a população.

Instalações continuam em ritmo acelerado

Segundo dados do programa Siga Antenado, mais de 4,9 milhões de kits gratuitos já foram entregues ou estão em processo de instalação. A meta é atender todas as famílias que têm direito ao benefício antes da ampliação definitiva do 5G, garantindo que ninguém fique sem acesso à TV aberta.

Em regiões com forte dependência da parabólica tradicional — como áreas rurais, periferias urbanas e cidades pequenas — o esforço é ainda maior, com mutirões de instalação e campanhas locais de conscientização.

Por que essa troca é tão importante?

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

A migração para a parabólica digital não se trata apenas de um avanço tecnológico, mas de uma medida essencial para inclusão digital e acesso à informação gratuita. Em muitas comunidades, a TV aberta via satélite é a única forma de comunicação de massa disponível, sendo utilizada para:

  • Informar sobre serviços públicos;
  • Divulgar campanhas de saúde;
  • Oferecer entretenimento e educação;
  • Fortalecer o vínculo regional com canais locais.

A ausência de sinal prejudica diretamente o direito à comunicação e à cidadania, especialmente em regiões menos assistidas por infraestrutura digital.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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