O programa Pé-de-Meia, iniciativa do Ministério da Educação voltada à permanência de estudantes do ensino médio na escola pública, teve seu calendário de pagamentos alterado por uma nova portaria publicada na última sexta-feira (27/06). A principal mudança é a oficialização da parcela de agosto, antes considerada opcional, além da antecipação de diversas parcelas previstas para o fim do ano.
Pé-de-Meia ganha parcela extra em agosto e adianta pagamentos
Nova portaria antecipa pagamentos do Pé-de-Meia e garante parcela de agosto aos estudantes do ensino médio da rede pública.
A medida atende a uma demanda de beneficiários e reforça o compromisso do governo com a continuidade dos incentivos educacionais, especialmente em um momento em que a evasão escolar ainda representa um dos maiores desafios do sistema público de ensino brasileiro.
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O que é o programa Pé-de-Meia?
Incentivo à permanência escolar
Criado pelo Ministério da Educação (MEC), o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro para estudantes do ensino médio da rede pública, com o objetivo de combater a evasão escolar, promover a conclusão da educação básica e estimular o bom desempenho acadêmico.
O programa funciona por meio de depósitos mensais de R$ 200, além de valores extras por matrícula, frequência e conclusão do ano letivo, totalizando até R$ 9.200 em três anos.
Modalidade de depósito
Os pagamentos são feitos em uma conta poupança social digital aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal em nome do estudante. O acesso à conta é feito por meio do aplicativo Caixa Tem, amplamente utilizado também por beneficiários de programas como o Bolsa Família e o Auxílio Gás.
Mudança no calendário: veja o novo cronograma
Comparativo entre antigo e novo calendário
A nova portaria altera sete parcelas do programa, antecipando datas e oficializando valores antes considerados incertos. Veja o comparativo:
Parcela 4 (junho):
- Mantida
- Pagamento: de 23 a 30 de junho
Parcela 5 (julho/agosto):
- Nova data: de 28 de julho a 4 de agosto
- Antes: entre 21 e 28 de julho
Parcela 6 (agosto/setembro):
- Nova data: de 25 de agosto a 1º de setembro
- Antes: de 22 a 29 de setembro
- Motivo: inclusão da parcela de agosto, antes considerada como “mês de férias”
Parcela 7 (setembro/outubro):
- Nova data: de 29 de setembro a 6 de outubro
- Antes: entre 20 e 27 de outubro
Parcela 8 (outubro/novembro):
- Nova data: de 27 de outubro a 3 de novembro
- Antes: entre 25 de novembro e 2 de dezembro
Parcela 9 (novembro/dezembro):
- Nova data: de 24 de novembro a 2 de dezembro
- Antes: de 22 a 30 de dezembro
Parcela 10 (dezembro):
- Nova data: de 22 a 30 de dezembro
- Antes: seria paga apenas entre 2 e 9 de fevereiro de 2026
Qual o impacto das alterações?
Pagamento de agosto agora é garantido
A principal novidade é a inclusão oficial do pagamento de agosto, mês que até então era considerado como período de férias e sem previsão orçamentária para repasse. Com a nova portaria, esse valor passa a ser parte do cronograma oficial, ampliando o valor total recebido pelos estudantes ao longo do ano.
Além disso, a antecipação das parcelas permite que os beneficiários tenham acesso antecipado aos valores, o que pode representar alívio financeiro para famílias em situação de vulnerabilidade.
Antecipação de até 40 dias
Algumas parcelas previstas para outubro, novembro e até fevereiro do ano seguinte foram antecipadas em até 40 dias, o que melhora a previsibilidade e o planejamento financeiro dos estudantes e de seus responsáveis.
Segundo técnicos do MEC, o adiantamento é possível devido à melhoria na gestão dos recursos e ao uso eficiente da estrutura tecnológica da Caixa.
Como os estudantes podem acompanhar os repasses?

Conta digital no Caixa Tem
Os valores são depositados diretamente na conta poupança social digital da Caixa Econômica Federal, criada automaticamente para cada estudante inscrito no programa. Não é necessário solicitar a abertura da conta — o cadastro é feito pelo MEC com base nos dados das secretarias estaduais de educação.
O estudante pode acessar o saldo e o histórico de pagamentos por meio do aplicativo Caixa Tem, disponível gratuitamente para Android e iOS. Para isso, é preciso informar o número do CPF e seguir as instruções para criação de senha e ativação do perfil.
Notificações e acompanhamento
Também é possível receber notificações via SMS ou e-mail cadastrados no CadÚnico, caso o estudante esteja vinculado ao cadastro social do governo. Estados e municípios também têm autonomia para divulgar comunicados sobre os repasses.
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Quem tem direito ao Pé-de-Meia?
Requisitos básicos
Para receber os pagamentos do programa, o estudante deve cumprir os seguintes critérios:
- Estar matriculado no ensino médio da rede pública;
- Ter entre 14 e 24 anos;
- Estar frequentando regularmente as aulas, com frequência mínima de 80%;
- Participar das avaliações oficiais do MEC, como o SAEB ou o ENEM, quando aplicáveis;
- Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do governo.
Quais são os valores do programa?
Estrutura de pagamentos
O Pé-de-Meia prevê os seguintes repasses:
- R$ 200 mensais por permanência escolar;
- R$ 200 por matrícula anual confirmada;
- R$ 1.000 por conclusão de cada ano do ensino médio, bloqueado em poupança até a formatura.
Em média, um estudante pode receber:
- R$ 2.000 por ano em pagamentos mensais (10 parcelas de R$ 200);
- R$ 200 por matrícula;
- R$ 1.000 ao fim de cada ano, com saque futuro.
Ao final dos três anos, o total pode ultrapassar R$ 9.200, considerando todos os incentivos acumulados.
Como saber se estou recebendo corretamente?
Para garantir que os valores estão sendo creditados corretamente, o estudante deve:
- Verificar a conta no app Caixa Tem mensalmente;
- Acompanhar o calendário oficial do programa atualizado pela nova portaria;
- Manter os dados do CadÚnico atualizados, especialmente telefone, CPF e endereço;
- Ficar atento às comunicações das secretarias de educação estaduais ou municipais.
Qual a importância do Pé-de-Meia para o Brasil?

Combate à evasão escolar
O Pé-de-Meia é uma das principais políticas públicas de incentivo à educação básica nos últimos anos. Em um país onde a evasão escolar no ensino médio ultrapassa 12%, segundo dados do IBGE, programas de permanência como este atuam diretamente sobre a raiz do problema: a falta de recursos e de perspectiva dos jovens.
Incentivo à equidade
Ao priorizar estudantes da rede pública e de famílias de baixa renda, o programa também contribui para reduzir desigualdades sociais e educacionais, criando condições para que o jovem conclua os estudos e tenha acesso a oportunidades futuras, como o ensino superior ou a inserção no mercado de trabalho.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
