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Pena de pássaro extinto huia é vendida por valor recorde na Nova Zelândia

Uma pena do extinto huia, cobiçada por colecionadores, foi vendida por um valor extraordinário, tornando-se a mais cara do mundo.

A comunidade científica e entusiastas de colecionáveis foram surpreendidos na última segunda-feira (20) com a notícia da venda de uma pena extremamente rara do pássaro Huia.

Negociada por aproximadamente R$ 145 mil, a pluma se tornou a mais cara já vendida em um leilão, destacando-se no cenário global por seu valor histórico e singular.

Valorização impressionante da pena do pássaro Huia

Foto de uma pena com um fundo branco
Imagem: Divulgação/Webb’s

Identificada pelo “The Guardian”, a pena, que pesa apenas 9 gramas, alcançou o preço de R$ 16.111 por grama, valor significativamente superior ao do ouro, que é comercializado por cerca de R$ 700 por grama. Tal valorização reforça o quão preciosa e rara é esta relíquia de uma espécie que já não existe mais.

O huia, de plumagem majoritariamente negra e pontas de cauda brancas, não é apenas uma ave; é um símbolo cultural extremamente significativo na Nova Zelândia.

Sagrado para os Maoris, seu uso era exclusivo da alta hierarquia tribal. Com a chegada dos europeus e subsequente caça, a espécie foi levada à extinção, com o último avistamento confirmado em 1907.

Por que a pena de huia é tão valiosa?

A raridade e a conexão cultural do huia com o povo Maori elevam seu valor no mercado de colecionadores.

Além do mais, espécimes visivelmente bem preservados, como é o caso da pena em questão, são extremamente raros.

Controvérsias e preservação de patrimônio

A venda de itens tão significativos também abre espaço para debates sobre o comércio de artefatos de espécies extintas e a preservação de patrimônio cultural.

No ano passado, outro leilão envolvendo a espécie levantou questões sobre a necessidade de tais objetos permanecerem no país de origem para fins educacionais e de pesquisa.

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Leah Morris, da Webb’s Auction House, enfatiza a importância de manter essas relíquias acessíveis ao público.

“É crucial que esses artefatos sejam preservados em ambientes adequados, onde possam contribuir para a educação e conscientização sobre a história natural e a importância da conservação das espécies”, explicou.

Com o crescente interesse por antiguidades naturais e a valorização da biodiversidade, a venda desta pena de huia servirá como mais um lembrete de nossa responsabilidade coletiva em preservar não apenas as memórias das espécies perdidas mas também de proteger as que ainda estão em risco.

Imagem: Divulgação/Webb’s