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Seus bens podem ser penhorados por dívidas no cartão; entenda!

Entenda como funciona a penhora de bens por dívidas no cartão de crédito, os critérios legais, quais bens podem ser penhorados!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
cartao

A penhora de bens é um mecanismo legal utilizado para garantir o pagamento de dívidas. Ela ocorre dentro de um processo judicial, no qual o patrimônio do devedor pode ser confiscado para saldar débitos reconhecidos pela justiça.

Esse procedimento, previsto no Código de Processo Civil (CPC), segue regras específicas e exige a comprovação da dívida e o cumprimento de etapas legais.

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cartao de credito
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Dívidas no cartão de crédito: risco de penhora

As dívidas de cartão de crédito, conhecidas pelos seus altos juros, podem levar à penhora de bens em situações específicas. No entanto, esse é um cenário raro, especialmente para débitos de valores baixos.

Quando a penhora pode ocorrer?

  1. Valor elevado da dívida: Credores costumam buscar a penhora apenas em casos de dívidas significativas, devido ao custo e à complexidade do processo judicial.
  2. Comprovação do débito: O credor deve demonstrar, com documentos, que a dívida é legítima e que tentou cobrar o valor de forma extrajudicial.
  3. Autorização judicial: A penhora só ocorre após a análise de um juiz, que avaliará se o pedido é proporcional e legal.

Por que é raro ocorrer em dívidas pequenas?

Para credores, como bancos e administradoras de cartão de crédito, iniciar um processo judicial para penhora pode não ser vantajoso em casos de valores baixos. Isso ocorre porque o processo exige:

  • Custas processuais e honorários advocatícios.
  • Tempo para tramitação judicial.

Em vez disso, muitas empresas optam por negociações extrajudiciais ou por vender a dívida a empresas especializadas em cobrança.

O que pode ser penhorado?

Penhora do único veículo da família
Imagem: Hannah Louis – Shutterstock.com

A penhora de bens segue uma ordem estabelecida pelo Artigo 835 do Código de Processo Civil, que prioriza os bens de maior liquidez.

Ordem preferencial de penhora

  1. Dinheiro em espécie: Incluindo valores em contas bancárias ou aplicações financeiras.
  2. Títulos da dívida pública: Com cotação no mercado.
  3. Veículos terrestres: Carros, motos e similares.
  4. Bens imóveis: Casas, apartamentos e terrenos.
  5. Bens móveis em geral: Incluindo eletrodomésticos e móveis de valor.
  6. Navios e aeronaves.
  7. Ações ou cotas de empresas.
  8. Percentual do faturamento de uma empresa.

Bens impenhoráveis

Certos bens são protegidos por lei e não podem ser penhorados, conforme o Artigo 833 do CPC:

  • Salários, pensões e aposentadorias: Valores destinados ao sustento do devedor.
  • Imóvel único de moradia familiar: Utilizado como residência principal.
  • Ferramentas de trabalho: Necessárias para o exercício de profissão.
  • Valores em conta poupança até 40 salários mínimos.

Essa proteção visa garantir que o devedor mantenha condições mínimas de subsistência.

Como funciona o processo de penhora?

A penhora não acontece automaticamente. O credor deve seguir um processo detalhado:

1. Cobrança extrajudicial

Antes de recorrer à justiça, o credor geralmente tenta cobrar o valor de forma amigável, por meio de cartas, telefonemas ou empresas de cobrança.

2. Ação judicial

Se a dívida não for paga, o credor pode entrar com uma ação de execução. Neste caso, é necessário apresentar:

  • Comprovação da dívida (contratos, faturas, etc.).
  • Notificação extrajudicial enviada ao devedor.

3. Autorização do juiz

O juiz avaliará o pedido e decidirá se há motivos para autorizar a penhora. Ele também analisará:

  • A proporcionalidade entre o valor da dívida e os bens indicados para penhora.
  • O cumprimento das etapas legais.

4. Confisco dos bens

Se autorizada, a penhora pode ser realizada, com a apreensão ou bloqueio de bens do devedor.

Penhora em dívidas de cartão de crédito: o que você precisa saber

1. A penhora não é imediata

Mesmo em caso de inadimplência, o processo de penhora é demorado e depende de várias etapas.

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2. Negociação é sempre uma opção

Antes de chegar à penhora, credores preferem negociar a dívida. Parcelamentos e descontos para quitação são alternativas comuns.

3. Evite acumular dívidas

Os juros do cartão de crédito estão entre os mais altos do mercado, e o não pagamento pode transformar pequenas pendências em grandes problemas financeiros.

Como evitar a penhora de bens?

Martelo de juiz posicionado sobre várias notas indicando a penhora para o pagamento de dívida
Imagem: Satur / shutterstock.com

1. Mantenha suas contas organizadas

Planeje seus gastos mensais e evite utilizar o limite total do cartão de crédito.

2. Renegocie suas dívidas

Se perceber que não conseguirá pagar a fatura do cartão, entre em contato com a administradora para renegociar o débito.

3. Priorize o pagamento de dívidas com juros altos

O cartão de crédito rotativo pode ter juros anuais acima de 300%, tornando-o uma das dívidas mais caras.

4. Consulte um especialista

Em casos de dificuldades financeiras, procure um advogado ou consultor financeiro para orientar as melhores soluções.

Considerações finais

A penhora de bens por dívidas no cartão de crédito é uma possibilidade, mas geralmente ocorre apenas em situações de débitos elevados e após um processo judicial. Enquanto a lei garante proteção a certos bens essenciais, é fundamental estar ciente das obrigações financeiras e buscar alternativas para regularizar dívidas antes que cheguem a esse estágio.

Se você está enfrentando dificuldades com dívidas, priorize o diálogo com seus credores e explore as opções de renegociação. Manter as finanças em dia é a melhor forma de evitar complicações legais e garantir sua tranquilidade.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital 

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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