O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), tornou-se rapidamente o meio preferido dos brasileiros para transferências e pagamentos. Além da praticidade, a gratuidade foi um dos principais atrativos do serviço. Porém, existem situações em que o Pix pode gerar cobrança, seja ao enviar ou receber valores, e muitos usuários ainda desconhecem essas regras.
Fique atento: bancos vão taxar quem exceder limite de Pix por mês
Saiba em quais situações o Pix pode gerar cobrança ao fazer ou receber transações. Veja as regras do Banco Central e os casos isentos de taxas.
Segundo o Banco Central, não há uma taxa geral sobre o uso do Pix. Contudo, algumas condições específicas podem implicar cobrança. Veja a seguir quais são elas.
Leia mais:
Vazamento de dados expõe 47 milhões de chaves Pix; veja como se proteger
Quando o Pix pode ser cobrado ao fazer uma transação?

Ao realizar um Pix, a cobrança pode ocorrer se o usuário optar por canais de atendimento presenciais ou por telefone, quando existem meios eletrônicos disponíveis para a operação.
Exemplos de cobrança ao fazer um Pix
- Realizar a transferência no caixa de uma agência bancária
- Fazer a operação por ligação telefônica com atendente
- Utilizar terminais de autoatendimento de forma assistida
Nesse caso, a tarifa é justificada pelo custo adicional que a instituição financeira tem para disponibilizar um funcionário ou estrutura física. O ideal, portanto, é sempre utilizar canais digitais, como aplicativo do banco ou internet banking.
Quando o Pix pode ser cobrado ao receber um pagamento?
As regras do Banco Central também permitem cobrança ao receber um Pix em determinadas situações. Entre os principais casos, estão:
1. Ultrapassar 30 transações Pix por mês
Para pessoas físicas, se o número de transações recebidas via Pix ultrapassar 30 operações por mês, a instituição financeira poderá cobrar tarifa sobre o excedente.
2. Recebimento com QR Code dinâmico
Os QR Codes dinâmicos são gerados automaticamente para cada transação e, segundo o BC, indicam maior complexidade operacional. Se uma pessoa física receber por esse método, pode haver cobrança de tarifa.
3. Recebimento de pessoa jurídica por QR Code
Se o recebedor for uma empresa (pessoa jurídica), é permitida a cobrança pelo recebimento de Pix gerado por QR Code, especialmente em transações comerciais.
Essas situações, segundo o Banco Central, visam garantir equilíbrio no uso do sistema e evitar que o Pix seja utilizado em substituição a serviços que possuem tarifas, como boletos ou transferências de grandes volumes empresariais.
Pix não tem taxação geral
No início do ano, circulou nas redes sociais a fake news de que o governo federal planejava taxar todas as transações via Pix. A informação foi desmentida pelo próprio Banco Central e pelo presidente Lula.
Para reforçar a segurança jurídica, o presidente assinou uma medida provisória que impede a criação de impostos sobre o Pix. A norma também garantiu a manutenção do sigilo bancário nas operações, preservando dados de pagadores e recebedores.
Regras não valem para Pix Saque e Pix Troco

O Banco Central esclarece que essas regras de cobrança não se aplicam às modalidades Pix Saque e Pix Troco.
Quantidade de transações gratuitas
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
- Pessoas físicas: têm direito a até oito transações por mês, somando operações de Pix Saque e Pix Troco. Destas, podem ser descontadas até quatro operações de saque tradicional em caixas eletrônicos.
- Pessoas jurídicas: a cobrança de tarifa pode ocorrer a partir da primeira transação nas modalidades de saque e troco.
Diferença entre Pix Saque e Pix Troco
- Pix Saque: permite sacar dinheiro em espécie em estabelecimentos parceiros do sistema, como supermercados e farmácias.
- Pix Troco: possibilita sacar o valor excedente de uma compra ao pagar com Pix, recebendo o troco em espécie.
Por que o Banco Central permite essas cobranças?
O Banco Central explica que o objetivo é equilibrar custos e incentivar o uso dos canais digitais, que têm menor custo operacional. A gratuidade irrestrita em todos os canais poderia desestimular investimentos das instituições financeiras em infraestrutura física e humana.
Além disso, permitir a cobrança em situações específicas evita que pessoas jurídicas utilizem o Pix de forma abusiva em substituição a serviços tarifados, mantendo a sustentabilidade do sistema.
Como evitar cobranças desnecessárias no Pix?

O consumidor pode adotar algumas práticas simples para continuar usando o Pix de forma gratuita:
- Prefira sempre os canais digitais, como aplicativos e internet banking
- Organize seus recebimentos para não ultrapassar 30 transações mensais, caso seja pessoa física
- Se for comerciante, avalie se é vantajoso receber por QR Code dinâmico ou se outras opções são mais adequadas
- Verifique junto ao banco se há políticas próprias de cobrança além das definidas pelo Banco Central
O Pix continuará gratuito para a maioria dos usuários
Apesar das situações específicas que permitem a cobrança, a maioria das transações via Pix continua sendo gratuita para pessoas físicas. O sistema se mantém como uma das soluções de pagamento mais acessíveis e democráticas disponíveis no Brasil.
Pode ser do seu interesse:
