Desde sua criação em 2020, o Pix revolucionou o sistema financeiro brasileiro, e em 2024 o avanço foi ainda mais significativo. Com 63,8 bilhões de transações realizadas, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central cresceu 52% em relação ao ano anterior, consolidando-se como o principal meio de pagamento utilizado no país, segundo dados divulgados pela Febraban com base em informações do Banco Central e da Abecs.
Apesar do Pix ser o mais usado, TED ainda registra maior valor movimentado
O Pix cresceu 52% em 2024 e alcançou 63,8 bilhões de transações, tornando-se o principal meio de pagamento no Brasil. Saiba mais!
Mais do que apenas popularidade, o Pix se destacou também pelo volume financeiro movimentado: foram R$ 26,9 trilhões em 2024, contra R$ 17,2 trilhões no ano anterior, um salto expressivo de 56%. O sistema superou, em número de transações, todos os demais meios de pagamento, incluindo TED, cartão de crédito, débito e boleto.
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A ascensão meteórica do Pix

O Pix foi lançado oficialmente em 16 de novembro de 2020, com o objetivo de oferecer transferências bancárias gratuitas, instantâneas e disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana. Em poucos meses, o sistema se mostrou disruptivo, conquistando espaço rapidamente entre pessoas físicas, empresas e governos.
Avanços cronológicos do Pix:
- Novembro de 2020: ultrapassa o DOC em número de transações no primeiro mês;
- Janeiro de 2021: supera o TED em número de operações;
- Março de 2021: passa na frente dos boletos bancários;
- Maio de 2021: já havia superado a soma de DOC, TED e boletos;
- Janeiro de 2022: ultrapassa o cartão de débito;
- Fevereiro de 2022: passa as transações com cartão de crédito.
Essa trajetória mostra como o Pix se tornou o novo padrão para transferências e pagamentos no país, sendo adotado massivamente por todos os segmentos da população.
Comparativo entre os meios de pagamento em 2024
Os números de 2024 demonstram a liderança absoluta do Pix em quantidade de transações, mas também revelam a manutenção da TED como principal meio em volume financeiro. Veja os dados:
Quantidade de transações (2024):
- Pix: 63,8 bilhões
- Cartão de crédito: 19,8 bilhões
- Cartão de débito: 16,7 bilhões
- Cartão pré-pago: 9,2 bilhões
- Boleto bancário: 4,2 bilhões
- Cheque: 125 milhões
Volume movimentado:
- TED: R$ 43,1 trilhões
- Pix: R$ 26,9 trilhões
- Boleto bancário: R$ 6,2 trilhões
- Cartão de crédito: R$ 2,8 trilhões
- Cartão de débito: R$ 1 trilhão
Mesmo com a liderança da TED em valores absolutos, seu número de operações é muito menor do que o do Pix, indicando que é mais utilizado para transações corporativas e de maior valor.
Por que o Pix caiu no gosto do brasileiro?

A resposta está na combinação de velocidade, simplicidade, custo zero e disponibilidade constante. Com o Pix, qualquer pessoa pode enviar e receber dinheiro em segundos, usando apenas o número do celular, e-mail, CPF ou uma chave aleatória.
Principais vantagens percebidas pelos usuários:
- Transferência instantânea (mesmo à noite e nos finais de semana);
- Isenção de tarifas para pessoas físicas;
- Integração com aplicativos bancários e fintechs;
- Facilidade de uso em compras online e físicas;
- Segurança com autenticação via senha, biometria ou token.
Empresas também passaram a usar o Pix como solução de pagamentos e recebimentos mais eficiente do que boletos ou cartões, com redução de taxas e tempo de compensação.
O fim do DOC e o declínio da TED
Com o sucesso do Pix, meios tradicionais de transferência bancária como o DOC e o TED perderam relevância. O DOC foi oficialmente descontinuado em fevereiro de 2024, após apresentar queda contínua desde 2020.
A TED, embora ainda represente maior volume financeiro, está sendo progressivamente substituída pelo Pix nas transações de valor médio e alto, inclusive em contextos corporativos, à medida que a confiança no novo sistema cresce.
Boleto, cartões e cheque: ainda relevantes?
Embora o Pix lidere em transações, outros meios de pagamento continuam relevantes, especialmente em setores específicos da economia.
Boleto bancário:
- Utilizado principalmente em pagamentos empresariais, cobranças recorrentes e assinaturas;
- R$ 6,2 trilhões movimentados em 2024;
- Ainda é a forma de cobrança preferida por algumas empresas que não adotaram o Pix para automação financeira.
Cartões:
- O cartão de crédito ainda é muito usado para compras parceladas e tem ampla aceitação no varejo;
- O débito perdeu espaço para o Pix em compras rápidas;
- O cartão pré-pago tem crescido em uso entre consumidores de baixa renda e não bancarizados.
Cheque:
- Praticamente em desuso no Brasil, com apenas 125 milhões de transações registradas;
- Usado em situações muito específicas, como transações imobiliárias e com empresas que ainda não digitalizaram seus sistemas.
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Tendências para o Pix em 2025
Com o crescimento acelerado, o Banco Central e os bancos participantes já estudam novas funcionalidades para o Pix. Algumas delas já estão em teste ou em desenvolvimento:
1. Pix Automático:
- Permitirá pagamentos recorrentes automáticos, como mensalidades e contas de consumo, com autorização prévia do usuário.
2. Pix por Aproximação (NFC):
- Vai permitir que pagamentos sejam feitos com o celular encostando na maquininha, como ocorre com cartões contactless.
3. Pix Crédito:
- Integração com linhas de crédito pessoais, permitindo que o usuário use o Pix mesmo sem saldo disponível, com financiamento pela instituição financeira.
4. Pagamento com QR Code offline:
- Transações poderão ser feitas mesmo sem conexão com a internet, uma funcionalidade importante para regiões remotas.
O Pix como motor da inclusão financeira

O crescimento do Pix também representa um marco na inclusão bancária no Brasil. De acordo com dados do Banco Central, milhões de brasileiros que nunca haviam feito uma transferência bancária passaram a usar o sistema via contas digitais gratuitas, muitas delas oferecidas por fintechs.
Além disso, o Pix se tornou ferramenta de recebimento para pequenos comerciantes, autônomos, vendedores informais e microempreendedores individuais (MEIs), que passaram a aceitar pagamentos com mais agilidade e sem custo.
Considerações finais
O Pix se consolidou como a principal forma de pagamento no Brasil em 2024, com um crescimento expressivo de 52% nas transações e 56% no volume financeiro. O sistema, desenvolvido pelo Banco Central, redefiniu a maneira como brasileiros lidam com dinheiro, compras e transferências, afetando profundamente a dinâmica do setor bancário e dos meios de pagamento.
Enquanto cartões, boletos e TEDs ainda possuem espaço no ecossistema financeiro, a tendência é que o Pix continue avançando em funcionalidades, integração com crédito e automação, ocupando espaços cada vez maiores no cotidiano dos consumidores e empresas.
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