Desde que foi lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central, o Pix se consolidou como o meio de pagamento mais popular no Brasil. Instantâneo, gratuito para pessoas físicas e disponível 24 horas por dia, o sistema revolucionou a maneira como os brasileiros transferem dinheiro e fazem pagamentos no dia a dia.
Taxa de Pix no Nubank: entenda quando é cobrado e como fugir da tarifa
Saiba quando o Pix pode ter cobrança, como funciona o Pix no crédito do Nubank e outras fintechs, e o que fazer para evitar taxas.
Apesar da promessa de gratuidade, muitos usuários ainda se perguntam: “O Pix é sempre de graça?” A resposta é sim, na maioria dos casos — mas existem exceções, e uma delas é o chamado Pix no crédito, recurso oferecido por bancos e fintechs como o Nubank.
Neste artigo, você entenderá quando o Pix pode gerar custos, como funciona o Pix com cartão de crédito, quais os riscos dessa modalidade e como usá-lo com segurança para evitar taxas desnecessárias.
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Pix é gratuito para pessoas físicas?
Quando não há cobrança
Para usuários comuns (pessoas físicas), o Pix continua sendo isento de tarifas quando:
- É feito com saldo em conta (corrente, poupança ou de pagamento);
- A transação é entre pessoas físicas ou para microempreendedores individuais (MEIs);
- O uso é não comercial, ou seja, não está relacionado à venda de produtos ou prestação de serviços.
Esse modelo de gratuidade é um dos pilares do sucesso do Pix no Brasil, e contribuiu para sua rápida adoção em todas as faixas de renda.
Quando o Pix pode ter cobrança?
Situações em que o Pix deixa de ser gratuito
Embora a maior parte dos envios e recebimentos via Pix continue sendo gratuita, há algumas situações que geram cobrança. Entre elas:
- Uso do Pix com cartão de crédito (Pix no crédito);
- Pessoas físicas que utilizam o Pix com finalidade comercial recorrente, como autônomos;
- Empresas, que normalmente pagam taxas por transações com Pix.
O caso mais comum entre os usuários do Nubank e outras instituições é o Pix no crédito, também chamado de Pix parcelado ou Pix com cartão.
O que é o Pix no crédito?
Modalidade de pagamento com o limite do cartão
O Pix no crédito é uma funcionalidade oferecida por instituições como Nubank, Itaú, Banco Inter, entre outras, que permite realizar um Pix mesmo sem saldo na conta, utilizando o limite do cartão de crédito.
Na prática, funciona como um empréstimo de curto prazo, já que o valor enviado via Pix será cobrado na próxima fatura do cartão, com possibilidade de parcelamento com juros.
Exemplo: você quer enviar R$ 500 via Pix, mas não tem esse valor em conta. Ao usar o Pix no crédito, o valor será debitado do limite do seu cartão e cobrado posteriormente na fatura.
Nubank e o Pix no crédito: como funciona?
Passo a passo da funcionalidade
No aplicativo do Nubank, o Pix no crédito pode ser utilizado da seguinte maneira:
- Acesse o menu Pix no app;
- Selecione “Transferir” e escolha a chave Pix do destinatário;
- Escolha a opção “Pagar com cartão de crédito”;
- Simule o número de parcelas e confira o valor final com juros e IOF;
- Confirme a operação.
Taxas cobradas
O Nubank informa que, ao usar o Pix no crédito, o cliente estará sujeito a:
- IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) obrigatório por lei;
- Juros compostos, que variam conforme o número de parcelas e o perfil do cliente;
- Possível cobrança de encargos extras em caso de atraso no pagamento da fatura.
Ou seja, embora o Pix tradicional continue gratuito, usar o crédito implica custos semelhantes aos de uma compra parcelada com juros no cartão.
Quando vale a pena usar o Pix no crédito?
Situações de emergência e controle financeiro
Embora envolva custos, o Pix com cartão pode ser útil em determinadas situações:
- Emergências financeiras, quando o usuário precisa transferir um valor imediato e não tem saldo;
- Para quem prefere centralizar gastos no cartão e controlar tudo por meio da fatura;
- Estratégias para acúmulo de pontos ou cashback, caso o cartão ofereça esses benefícios.
Avaliação do custo-benefício
Antes de usar, o ideal é simular o valor total da operação no próprio app. Compare o valor original com o valor com juros e verifique:
- O custo efetivo total (CET) da transação;
- Se existem outras alternativas mais baratas (como um Pix com saldo ou transferência via TED);
- O impacto no orçamento mensal, já que a cobrança virá na fatura.
Riscos do Pix no crédito
Perigo de endividamento
A facilidade do Pix no crédito pode levar usuários a acumular dívidas no cartão, principalmente se a função for usada com frequência e os valores forem parcelados em muitas vezes.
Além disso, a inadimplência pode gerar:
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- Juros rotativos altos, que ultrapassam 400% ao ano em alguns casos;
- Comprometimento do limite do cartão de crédito;
- Dificuldade de pagamento da fatura nos meses seguintes.
Surpresas na fatura
Quem não presta atenção ao valor total da operação pode se surpreender com valores muito maiores do que o inicialmente transferido, especialmente em parcelamentos longos.
Por isso, o Pix no crédito deve ser usado com planejamento e responsabilidade.
Como evitar cobranças no Pix?
Dicas para manter a gratuidade
Se você deseja continuar usando o Pix sem pagar taxas, siga estas orientações:
1. Use sempre o Pix com saldo em conta
Evite selecionar a opção de pagamento via crédito. Com saldo disponível, o Pix é gratuito e instantâneo.
2. Confira a opção antes de concluir a transferência
O aplicativo costuma mostrar claramente se a transação será com débito em conta ou no cartão. Fique atento à tela de confirmação.
3. Simule o custo se optar pelo crédito
Se não houver outra opção e você precisar usar o Pix no crédito, simule o valor total com juros antes de finalizar.
4. Evite usar Pix com cartão em gastos recorrentes
Essa modalidade deve ser reservada para situações pontuais. Não utilize como forma rotineira de pagamento.
5. Prefira pagar à vista
Mesmo com crédito, pagar em uma parcela única reduz os encargos. Quanto menor o número de parcelas, menor será o valor final da transação.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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