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52% da população já conhece o Pix parcelado e usa para não estourar limite do cartão

O Pix, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, continua revolucionando a forma como os brasileiros lidam com o dinheiro. De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo Google, o Pix já é utilizado por 92% da população adulta do país e movimentou R$ 64 bilhões apenas em 2024. Mas a grande novidade está no avanço do Pix parcelado, conhecido por 52% dos brasileiros e já utilizado por muitos como alternativa para driblar o limite do cartão de crédito.

Essa inovação se destaca em um cenário de crescente digitalização e transformação nos hábitos de consumo, marcando uma nova fase do sistema financeiro no país.

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A nova função do Pix: mais que transferência

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Imagem: : Marciobnws / Shutterstock.com

Desde o seu lançamento, em novembro de 2020, o Pix ganhou espaço entre os consumidores por sua agilidade, praticidade e ausência de tarifas. No entanto, o avanço de novas funcionalidades, como o Pix parcelado, amplia ainda mais as possibilidades de uso da ferramenta.

Neste modelo, o valor da transação é creditado de forma imediata na conta do destinatário, enquanto o pagador realiza o pagamento em parcelas. Na prática, o consumidor contrata um pequeno financiamento para pagar aquela compra em prestações, com o dinheiro sendo recebido integralmente pelo vendedor na hora. Algumas instituições financeiras já oferecem essa funcionalidade, e a expectativa é que a função seja oficialmente lançada para todo o mercado em setembro de 2025.

Por que o Pix parcelado está ganhando espaço?

O crescimento da modalidade se dá, principalmente, pela busca dos consumidores por mais controle sobre o orçamento e pela evitação do comprometimento do limite do cartão de crédito, especialmente em compras de valor elevado.

Segundo o estudo do Google, o cartão ainda ocupa a primeira posição como meio de pagamento mais utilizado, com 58% dos entrevistados afirmando que aumentaram seus gastos por esse canal nos últimos cinco anos. As classes A e D/E impulsionam esse movimento, embora por razões diferentes: enquanto os mais ricos visam os programas de milhagens e cashback, os mais pobres valorizam o aumento do limite como uma forma de crédito acessível.

Mas o Pix parcelado surge como uma alternativa vantajosa. Compras de passagem, eletrônicos e até móveis podem ser feitas de forma parcelada via Pix, sem impactar diretamente o limite do cartão. Já o uso do cartão fica restrito a ocasiões específicas ou a programas de fidelidade.

Consumo digital e uso híbrido dos meios de pagamento

A pesquisa também destaca um comportamento híbrido entre os consumidores. O cartão de crédito ainda lidera em ambientes digitais — especialmente em sites de companhias aéreas, hospedagem e e-commerces de grande porte. Esse cenário, inclusive, explica por que a emissão de cartões mais do que triplicou na última década.

Por outro lado, o Pix domina os pagamentos em aplicativos de delivery, assinatura de streaming, transferências a familiares e pequenas compras online. Já no comércio físico, o uso do Pix é frequente em restaurantes, prestadores de serviços e compras do cotidiano, como mercearias e farmácias.

A opinião dos especialistas

Para Gustavo Pena, head de Indústria e Fintechs do Google Brasil, a ascensão do Pix parcelado não representa o fim dos cartões de crédito, mas sim uma nova forma de convivência entre os meios de pagamento. “Existe uma complementariedade entre os métodos tradicionais e os inovadores. Eles vão coexistir, e outros ainda devem surgir nos próximos anos”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

O dado mais emblemático da pesquisa mostra que 86% dos entrevistados acreditam que o Pix é o meio de pagamento do futuro. Além disso, 80% consideram o sistema mais rápido do que o cartão de crédito, e 75% avaliam que é mais fácil de usar.

Thais Melendez, líder de Insights Estratégicos do Google, reforça essa percepção. “O consumidor está mais empoderado e conectado, utilizando o mercado digital para pagamentos do dia a dia. O Pix atua como um verdadeiro facilitador desse processo”, afirmou.

Adesão ao Pix avança entre todas as classes e idades

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Imagem: rafapress/shutterstock.com

A popularidade do Pix cresce de forma transversal na sociedade brasileira. O levantamento do Google indica que o uso se amplia entre todas as classes sociais, faixas etárias e regiões. Entretanto, é entre os jovens de 18 a 24 anos que o uso é mais expressivo, com 76% afirmando utilizar a ferramenta com frequência. Em contrapartida, apenas 42% das pessoas acima de 55 anos aderiram ao Pix até agora.

A funcionalidade mais conhecida ainda é a transferência tradicional, citada por 84% dos entrevistados, seguida do Pix via QR Code e Pix por aproximação, que são mais recentes, mas ganham espaço rapidamente.

Lojistas e empresas já se adaptam

Com a demanda crescente por pagamentos via Pix, cerca de nove em cada dez lojistas brasileiros já oferecem essa opção em seus estabelecimentos. A preferência também é estratégica para os empreendedores, já que o recebimento é instantâneo e não há taxa intermediária para o recebimento dos valores.

Além disso, grandes empresas como o Google, que já incorporaram o Pix em sua carteira digital, o Google Pay, seguem investindo no meio de pagamento. A tendência é que o Pix se consolide como uma das principais bases das carteiras digitais no país nos próximos anos.

O futuro do pagamento é digital e democrático

O avanço do Pix, em especial na sua versão parcelada, representa um marco para a inclusão financeira e digital no Brasil. Ao permitir pagamentos instantâneos, com ou sem parcelamento, e sem a necessidade de cartões físicos, o sistema rompe barreiras e oferece alternativas mais acessíveis a milhões de brasileiros, especialmente em um cenário econômico desafiador.

Com a promessa de expansão ainda maior a partir de setembro, o Pix parcelado pode transformar de forma definitiva a relação dos consumidores com o crédito e o consumo, abrindo espaço para um mercado financeiro mais ágil, moderno e centrado no usuário.

Com Informações de: CNN

Imagem: Tirachard Kumtanom / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital