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Pix por biometria vira obrigatório em bancos

Pix por biometria torna-se obrigatório, permitindo transações rápidas e seguras sem abrir aplicativos, revolucionando o comércio digital.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
BPC

O Pix por biometria, tecnologia que permite realizar transações sem abrir o aplicativo do banco, está se tornando obrigatório e deve transformar a experiência de pagamento no Brasil.

Ao utilizar reconhecimento facial ou impressão digital para validar operações, o método oferece agilidade e segurança, prometendo reduzir a fricção na jornada do consumidor e aumentar a taxa de sucesso das transações.

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Jornada sem redirecionamento e o futuro do Pix

Biometria
Imagem: PopTika / shutterstock.com

A inovação se baseia na chamada jornada sem redirecionamento, um modelo em que o usuário confirma o pagamento diretamente no ambiente do e-commerce, sem precisar acessar o aplicativo bancário. “O Pix é a modalidade de pagamento mais usada, seja fintech ou banco tradicional.

O Pix por biometria veio por meio de open finance como um dos novos produtos para facilitar a vida da população brasileira”, destacou Ana Carolina de Oliveira, líder da vertical de open finance da ABFintechs, durante o Fintouch 2025.

Segundo Cézar Rios, diretor de desenvolvimento de negócios da Boku, o modelo atual de pagamentos apresenta fricções tanto na usabilidade quanto na segurança, já que o cliente precisa abrir o banco para concluir a transação, expondo informações como saldo disponível. A nova abordagem elimina essas barreiras, oferecendo uma experiência mais fluida e rápida.

Benefícios da biometria no Pix

O uso da biometria agrega comodidade, segurança e rapidez ao processo de pagamento. Rafael Noguerol, gerente de estratégia de produtos na Belvo, afirma que alguns clientes já estão em produção e que, após a etapa de consentimento, a taxa de sucesso é superior à de métodos tradicionais, como Pix copia e cola ou QR code.

“O principal desafio ainda é o consentimento. A população precisa confiar em compartilhar dados, e a educação financeira é essencial para mostrar os benefícios dessa tecnologia”, complementa Ana Carolina de Oliveira.

Open finance e o papel do Banco Central

O Pix por biometria é um produto derivado do conceito de open finance, no qual diferentes instituições podem atuar como iniciadores de pagamentos, promovendo maior competitividade e inovação no setor financeiro. Aaron Morais, responsável por compliance e gerenciamento de risco do Google Pay, explica que o desacoplamento entre pagamento e instituição detentora da conta permite que qualquer empresa licenciada agregue transações sem redirecionamento para o banco, abrindo novos caminhos para o comércio digital.

No entanto, para viabilizar essa modalidade, o Banco Central desempenha papel crucial. É necessário equacionar riscos, definir regulamentações, aprovar APIs e estabelecer governança, sempre com base no protocolo FIDO (Fast Identity Online), que garante autenticidade e segurança na identificação do usuário.

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Impacto no e-commerce e no comportamento do consumidor

Pix devolução Banco Central
Imagem: rafapress/shutterstock.com

Para os consumidores, a novidade elimina barreiras na hora da compra online. Rafael Noguerol observa que a experiência permite concluir transações sem sair do site do e-commerce, reduzindo a possibilidade de desistência. “O usuário entende que é seguro porque a autenticação ocorre via Face ID, pin code ou biometria. Para o comerciante, o pagamento é mais rápido e previsível, o que melhora o fluxo de caixa”, explica.

Além da rapidez, a biometria aumenta a confiabilidade das transações, já que reduz o risco de fraudes comuns em métodos tradicionais, como senhas digitadas ou QR codes compartilhados indevidamente. Com isso, espera-se que o Pix por biometria não apenas facilite compras, mas também fortaleça a confiança do consumidor no comércio digital.

Desafios na implementação

Apesar das vantagens, a adoção do Pix por biometria enfrenta desafios. Entre eles, a necessidade de educação do consumidor e a adaptação de sistemas de e-commerce e fintechs para integrar a tecnologia. “Ainda existe uma lacuna de confiança e conhecimento. Mostrar os benefícios e a segurança do método é fundamental para que mais pessoas adotem”, ressalta Ana Carolina de Oliveira.

Outro ponto crítico é a padronização técnica. Como diferentes bancos e fintechs oferecem soluções variadas, é necessário garantir que todos sigam protocolos comuns de segurança e interoperabilidade, evitando falhas e vulnerabilidades.

Imagem: Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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