Sob a alegação de que o telefone celular fora clonado, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, deixou o aparelho em Miami, nos Estados Unidos. Dessa forma, para dar continuidade à investigação, a Polícia Federal se esforça para obter informações do celular do suspeito por meio da nuvem.
Polícia Federal investiga dados telefônicos de ex-ministro da Justiça
Ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, deixa aparelho celular em Miami e Polícia Federal tenta recuperar dados pela nuvem. Entenda o caso
Sua prisão preventiva se deu no último sábado (14), em Brasília, assim que chegou do território norte-americano, a fim de os órgãos responsáveis avaliarem o nível de responsabilidade do ex-ministro em relação às ações golpistas realizadas nos prédios dos Três Poderes.
É importante reforçar que Torres era responsável pelo comando da segurança pública do Distrito Federal até a invasão em Brasília. Horas depois das ações, o ex-ministro demonstrou repúdio aos ataques e negou qualquer envolvimento.
Polícia irá resgatar dados de ex-ministro da Justiça com equipamentos de inteligência
Segundo informações do blog de Ana Flor, no G1, os equipamentos de inteligência focarão no resgate de informações do celular. Assim, ligações, mensagens e documentos estão sujeitos ao resgate e à investigação.
Para a Polícia Federal, o fato de deixar o aparelho em Miami e alegar a clonação pode ser um indicativo de que o ex-ministro não quer divulgar os conteúdos ali registrados.
Na terça-feira do dia 10, mesmo dia em que determinaram sua prisão, Torres postou em uma rede social: “Olá, clonaram meu WhatsApp, não aceitem nenhuma mensagem ou ligação”.
Neste sentido, é importante registrar que, mesmo comprovando a verdade dessa afirmação, o descarte do aparelho não era necessário. Além disso, tratava-se, naquele instante, de uma prova que precisava passar por perícia pela Polícia Federal.
Advogado que representará Torres defendeu réus por terrorismo na ditadura
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Anderson Torres terá representação judicial do advogado Rodrigo Roca, que defendeu diversos casos célebres de terrorismo na época da ditadura, assim como outros casos mais recentes.
Em 1981, Roca foi advogado de defesa do coronel Wilson Luiz Chaves Machado, que participou de um atentado no Riocentro. Em suma, o ataque tencionava justificar o endurecimento de ações militares durante a ditadura.
Ademais, sua defesa também se estendeu ao general José Antônio Nogueira Belham e o capitão Jacy Ochsendorf e Souza, acusados de torturarem e assassinarem o deputado Rubens Paiva, em 1971. Mais recentemente, Roca atuou como advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Imagem: Reprodução / Instagram
