É importante reforçar que Torres era responsável pelo comando da segurança pública do Distrito Federal até a invasão em Brasília. Horas depois das ações, o ex-ministro demonstrou repúdio aos ataques e negou qualquer envolvimento.
Segundo informações do blog de Ana Flor, no G1, os equipamentos de inteligência focarão no resgate de informações do celular. Assim, ligações, mensagens e documentos estão sujeitos ao resgate e à investigação.
Para a Polícia Federal, o fato de deixar o aparelho em Miami e alegar a clonação pode ser um indicativo de que o ex-ministro não quer divulgar os conteúdos ali registrados.
Na terça-feira do dia 10, mesmo dia em que determinaram sua prisão, Torres postou em uma rede social: “Olá, clonaram meu WhatsApp, não aceitem nenhuma mensagem ou ligação”.
Neste sentido, é importante registrar que, mesmo comprovando a verdade dessa afirmação, o descarte do aparelho não era necessário. Além disso, tratava-se, naquele instante, de uma prova que precisava passar por perícia pela Polícia Federal.
Advogado que representará Torres defendeu réus por terrorismo na ditadura
Anderson Torres terá representação judicial do advogado Rodrigo Roca, que defendeu diversos casos célebres de terrorismo na época da ditadura, assim como outros casos mais recentes.
Em 1981, Roca foi advogado de defesa do coronel Wilson Luiz Chaves Machado, que participou de um atentado no Riocentro. Em suma, o ataque tencionava justificar o endurecimento de ações militares durante a ditadura.
Ademais, sua defesa também se estendeu ao general José Antônio Nogueira Belham e o capitão Jacy Ochsendorf e Souza, acusados de torturarem e assassinarem o deputado Rubens Paiva, em 1971. Mais recentemente, Roca atuou como advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL).
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