Durante encontro com representantes do setor da construção civil, a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, falou sobre a necessidade de rever a poupança. De acordo com ela, as regras da aplicação precisam mudar para atrair mais investidores.
Poupança da Caixa pode sofrer mudanças? Presidente do banco faz pronunciamento
Presidente da Caixa fala sobre mudanças na poupança. Clique e descubra por que ela defende alterações nessa aplicação!
Nos últimos anos, é possível perceber um aumento constante do saque da poupança pelos brasileiros. Uma das razões é a falta de rentabilidade para esse tipo de aplicação. Atualmente, a população tem acesso fácil a outros investimentos de renda fixa com uma rentabilidade maior.
De acordo com o relatório do Banco Central (BC), entre os dias 1º e 19 de setembro deste ano, tal aplicação apresentou um resultado de mais de R$ 9 bilhões negativos. Ou seja, houve um número maior de retiradas do que de aportes.
Por que mudar a poupança?
Para Serrano e os empresários da construção civil, tornar a poupança mais atrativa para a população é essencial para manter os juros dos financiamentos habitacionais. No Brasil, os bancos usam parte do saldo da poupança para financiar a compra e a construção de imóveis. Dessa forma, os juros de tal operação ficam menores.

Entretanto, quando os recursos da poupança diminuem, as instituições financeiras começam a usar fontes mais caras para conseguir o dinheiro dos financiamentos. Consequentemente, a taxa de juros dessa linha de crédito sofre um aumento.
Na situação atual, com o saldo dessa aplicação apresentando reduções constantes, o acesso ao financiamento de imóveis ficou mais difícil. Seja para conseguir a aprovação do banco ou devido ao aumento dos juros.
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Alterações no compulsório
O compulsório é como os bancos chamam a quantidade do saldo da poupança que eles podem usar para os financiamentos habitacionais. A presidente da Caixa acredita que essa modalidade também precisa passar por mudanças para atender melhor às necessidades atuais.
O objetivo seria liberar uma quantidade maior de recursos para que as instituições financeiras pudessem usar nas suas linhas de crédito para a compra de imóveis.
Imagem: Natthapol Siridech / shutterstock.com
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