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Preços dos combustíveis pressionam gastos das famílias brasileiras; entenda

Os preços dos combustíveis voltaram a avançar recentemente, e têm pressionado os resultados da inflação. Saiba mais!

O Índice de Preços dos Gastos Familiares (IPGF) apresentou variação de -0,08% em setembro, acumulando uma alta de 2,22% no ano e 3,63% em 12 meses. No entanto, o cálculo fica abaixo da inflação atual, indicada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que está em 3,50% no ano e 5,19% em 12 meses. 

Mais uma vez, o principal impacto entre os grupos analisados veio do setor de Transportes, que registrou aceleração de 7,88%, em decorrência da elevação nos preços dos combustíveis. Nesse sentido, os destaques foram observados em itens como: gasolina, óleo diesel e etanol.

IPGF registra aumento no preço dos combustíveis 

É importante destacar que o IPGF, divulgado pelo FGV Ibre, analisa 10 grupos de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Destes, em setembro, quatro apresentaram aceleração em relação ao mês anterior, e cinco tiveram quedas. 

Pessoa colocando bomba de combustível no carro, em posto de gasolina
Imagem: jittawit21 / Shutterstock.com

Com base nos dados divulgados pelo IPGF, dentro do grupo de Transportes, os resultados foram os seguintes:

  • Gasolina: avançou de 3,94% para 16,56%;
  • Etanol: subiu de -7,76% para 4,68%;
  • Óleo diesel: passou de -22,81% para -10,93%. 

Portanto, tais itens foram os principais responsáveis pelo aumento expressivo registrado pelo grupo durante o mês de setembro, quando se trata da taxa interanual. 

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Inflação dos gastos das famílias 

Além do grupo Transportes, em relação à taxa interanual, a inflação registrou alta nos segmentos:

  • Alimentação: de -4,14% para -3,91%;
  • Comunicação: de -6,72% para 1,56%;
  • Serviços Prestados às Famílias e Atividades Pessoais: de 5,43% para 5,54%. 

Ainda assim, no que se refere à Alimentação, sua manutenção em resultados negativos pelo quinto mês consecutivo foi o principal fator para a queda geral do índice, que registrou deflação neste mês de setembro. 

Demais setores tiveram redução

Por fim, os grupos restantes, além da Educação, que se manteve estável no período, tiveram redução na taxa interanual. Confira:

  • Habitação: de 5,04% para 3,18%;
  • Artigos de Residência: de -3,27% para -3,38%;
  • Vestuário: de 4,06% para 3,81%;
  • Saúde e Cuidados Pessoais: de 10,62% para 10,12%;
  • Despesas Pessoais: de 10,83% para 9,36%.

Imagem: sisacorn/ shutterstock.com