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Prevent Senior: MP pede R$ 1 bilhão em indenização por conduta na pandemia!

Com conduta considerada inadequada, a empresa Prevent Senior pode pagar multa bilionária. Entenda mais sobre o caso na matéria.

Geara FrancoPor Geara Franco2 min de leitura
Martelo de juiz posicionado sobre várias notas de cinquenta reais representando uma indenização

Os Ministérios Públicos do Trabalho (MPT), Federal (MPF) e do Estado de São Paulo (MP-SP) moveram uma ação civil pública contra a Prevent Senior, em fevereiro deste ano. Sua ordem foi uma indenização mínima de R$ 940 milhões por danos morais e sociais coletivos decorrentes da pandemia de Covid-19.

De acordo com os órgãos públicos, a empresa enfrenta diversas acusações. Alguns exemplos incluem práticas como assédio moral e irregularidades no ambiente de trabalho, bem como a realização de pesquisas sem autorização. Além disso, destacam-se violações à autonomia médica, à saúde pública e aos direitos dos pacientes e consumidores do plano de saúde.

Quais são as acusações contra a Prevent Senior?

Martelo de juiz posicionado sobre várias notas de cinquenta reais representando uma indenização
Imagem: Satur / shutterstock.com

Um dos casos em destaque é de que a empresa obrigou os profissionais de saúde a prescreverem o “Kit covid” independentemente do estado clínico do paciente.

A instituição estabeleceu essa prática como parte de um protocolo interno. Assim, se não seguissem à risca, os trabalhadores enfrentavam punições que variavam desde realocações de plantões até demissões.

Em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o MP-SP em 2021, a Prevent Senior admitiu realizar pesquisas e receitar o “Kit covid” ilegalmente. Ademais, a empresa manteve muitos funcionários no trabalho mesmo após testarem positivo para covid-19.

Ações ilegais e trabalhadores contaminados pelo vírus

Os dados das testagens da Prevent Senior indicam que, nos 2 dias seguintes à confirmação de contaminação, pelo menos 2.848 profissionais trabalharam infectados com covid-19. Essa conclusão corroborou-se pelos controles de jornada de trabalho da equipe médica. Inclusive, em um período de sete dias após a confirmação, cerca de 3.147 profissionais atuaram infectados.

No contexto das provas reunidas, os MPs concluem que houve uma conduta deliberada por parte dos réus de priorizar os negócios e interesses econômicos acima da proteção da saúde e da vida de seus trabalhadores e clientes, bem como de milhões de pessoas.

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Portanto, caso a justiça conceda a indenização de R$ 940 milhões, a quantia deverá ser alocada em órgãos públicos, entidades, instituições ou projetos que previnem ou recuperam danos sofridos pela coletividade.

Imagem: Satur / shutterstock.com

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