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Prisão por estelionato: Casal é detido por desviar recursos da campanha do filho com AME

O caso da campanha AME Jonatas ganhou notoriedade nacional após a comovente mobilização para arrecadar fundos destinados ao tratamento de uma criança de 5 anos, diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME).

No entanto, o uso indevido desses recursos transformou um ato de solidariedade em um escândalo de estelionato e apropriação indébita, culminando na condenação dos pais. Entenda!

Como a campanha AME Jonatas começou?

Imagem dois pais beijando o filho em uma cama de hospital
Imagem: Reprodução

Iniciada em 2017, a campanha AME Jonatas, iniciada pelos pais do menino, foi uma resposta ao desafio de financiar o tratamento de alta complexidade de Jonatas.

Diagnosticado com AME, a família necessitava cerca de R$ 3 milhões para os cuidados médicos essenciais. Graças ao apelo emocional e à grande visibilidade, a campanha rapidamente captou a atenção e o apoio financeiro do público.

O que levou às investigações dos pais de Jonatas?

A suspeita de irregularidades começou em janeiro de 2018, quando a Polícia Civil de Joinville, sob indicação do Ministério Público de Santa Catarina, passou a investigar os responsáveis pela campanha.

A mobilização, que deveria ser integralmente destinada aos cuidados de Jonatas, pareceu ser parcialmente desviada para a compra de bens de luxo, levantando questões sobre a integridade dos fundos arrecadados.

Quais foram as consequências legais para a família de Jonatas?

A partir das investigações, foram apreendidos bens que incluíam roupas de marca e um veículo de luxo. Em 2018, Renato e Aline Openkoski foram oficialmente indiciados e, posteriormente, em outubro de 2022, condenados em primeiro grau por estelionato e apropriação de bens.

A justiça também procedeu com o bloqueio de valores e a apreensão de bens para resguardar recursos para a reparação dos danos.

Detalhes sobre a prisão do casal e a defesa

A condenação culminou com a prisão do casal na última quarta-feira (22), quando foram encontrados escondidos em Joinville, na mesma cidade onde a campanha foi lançada anos atrás.

O advogado Emanuel Stopassola, responsável pela defesa, afirmou que o processo será pautado na garantia do contraditório e da ampla defesa, utilizando todos os recursos disponíveis legalmente.

Imagem: Reprodução