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Processo de familiares das vítimas do incêndio da Boate Kiss contra a Netflix não deve ir para frente

Associação que reúne todas as famílias das vítimas, que querem processar a Netflix, não concorda com entendimento dos pais. Entenda

Gustavo SilvaPor Gustavo Silva2 min de leitura
Celular em cima de notas de dólar e com app da Netflix aberto

Foi noticiado, no último domingo (29), que um grupo de cerca de 40 famílias que perderam parentes no incêndio da boate Kiss estavam contratando a advogada Juliane Muller Korbm para representá-las contra a Netflix.

O motivo é a série “Todo dia a mesma noite”, que retrata a tragédia – a qual os familiares entenderam que é uma “exploração comercial”.

Essas famílias fazem parte da AVTSM (Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria), mas, no entanto, não representam o entendimento como um todo da Associação.

O que entende a Associação 

Através do Instagram, o presidente da AVTSM, Gabriel Rovadoschi Barros, disse que a Associação sabia da produção. Portanto, esta se sente representada pela série. Barros também relatou o livro homônimo sobre o caso, escrito pela jornalista Daniela Arbex e publicado em 2018.

“A produção não retrata de forma individual os 242 jovens assassinados, mas sim um recorte das quatro famílias de pais que foram processados. Todos familiares de vítimas e sobreviventes retratados por personagens da obra estavam cientes e em concordância”, afirma a nota.

Com base no entendimento de que o material vem para captar na “luta por justiça e luta por memória”, a nota da Associação evidenciou que não está processando a Netflix e que não é o entendimento total por parte dos pais. 

Não houve repasse por parte da Netflix

Gabriel relatou que não houve qualquer repasse financeiro por parte da plataforma de streaming para a Associação e que não espera receber dinheiro pela produção.

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 “O que ganhamos é a crença no fortalecimento na luta por justiça e pela memória. Para que não se repita.”, destacou Gabriel. 

A tragédia ocorreu há 10 anos e ainda não houve nenhum desfecho sobre o caso, tornando a batalha judicial das famílias um tema indefinido. A Associação, junto com moradores de Santa Maria, ainda realizam ano após anos homenagens às 242 vítimas do incêndio na boate Kiss.

Imagem: Hamara / Shutterstock

Gustavo Silva

Autor

Gustavo Silva

Formado em Jornalismo pela PUC-SP, redator entusiasta, prestador de serviços à sociedade através da informação

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