Em climatizada sessão que se estendeu pela madrugada na Assembleia Legislativa da Bahia, o Projeto de Lei (PL) para realização do pagamento da segunda parcela dos precatórios do Fundef aos professores e profissionais da Educação Básica no estado recebeu aprovação.
A votação contou com a presença de 54 deputados. No entanto, houve uma minoria que votou contra, uma vez que o relator, Vitor Bonfim, rejeitou uma emenda que propuseram. Ela visava o pagamento integral da dívida e de seus juros aos educadores.
Como ocorreu a votação do PL dos Precatórios?

A votação do PL dos Precatórios foi marcada por intensa contenda entre deputados, protestos dos profissionais afetados pela medida, que lotaram as galerias do plenário, e críticas em relação à situação da educação na Bahia. O deputado oposicionista, Alan Sanches, acusou o presidente da Assembleia, Adolfo Menezes, de subserviência ao estado e exigiu uma maior independência do Legislativo baiano.
Por outro lado, Vitor Bonfim, deputado governista, defendeu a educação em tempo integral e solicitou a ampliação de investimentos para a segurança das escolas. Já outros parlamentares criticaram o fato de a Assembleia, alegadamente, estar “apunhalando nas costas os professores”.
Quais foram as reações à decisão?
Após intensas manobras, a votação seguiu. Contudo, a decisão provocou forte reação dos professores. Isso porque os que estavam presentes nas galerias cobraram a presença dos deputados que compõem a Comissão de Educação e que haviam prometido apoiar a categoria na reivindicação dos juros.
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Com a aprovação do PL sem a emenda, prevê-se protestos, enquanto a categoria profissional planeja uma reação. Afinal, a proposta era uma das principais reivindicações dos profissionais, e sua rejeição os desfavorece diretamente. Resta esperar quais serão as próximas medidas tomadas e quais resultados advirão delas.
Imagem: Drazen Zigic / Shutterstock.com
