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Profissões repetitivas aparecem mais expostas à IA

Estudo com inteligência artificial aponta profissões que enfrentam mais riscos no mercado de trabalho a partir desde ano de 2026, veja!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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Escolher uma profissão deixou de ser uma decisão guiada apenas por vocação ou afinidade pessoal. Em um mercado de trabalho cada vez mais impactado pelo avanço acelerado da inteligência artificial (IA), cresce o número de estudantes e profissionais que recorrem a estudos baseados em dados para avaliar quais carreiras tendem a se manter relevantes nos próximos anos.

Um relatório desenvolvido a partir de modelos de IA, que cruzaram informações sobre níveis de emprego, evolução tecnológica e demanda por competências, indica que diversas profissões tradicionais podem enfrentar dificuldades crescentes a partir de 2026. O principal fator identificado é a forte dependência de tarefas repetitivas, processos manuais ou modelos de trabalho que não acompanharam a digitalização.

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Como a inteligência artificial avaliou as profissões

A análise utilizou dados públicos de mercado de trabalho, tendências de automação e padrões de contratação em diferentes setores. A IA identificou sinais claros de estagnação ou retração em ocupações nas quais a tecnologia já consegue executar grande parte das atividades com mais rapidez, menor custo e menos erros.

Segundo o estudo, os profissionais mais afetados tendem a ser aqueles que não incorporam ferramentas digitais, não buscam atualização constante ou permanecem restritos a funções operacionais. Em muitos casos, a demanda não desaparece por completo, mas se transforma, exigindo novas competências.

Carreiras com menor perspectiva de crescimento no curto prazo

Funções administrativas tradicionais

Cargos administrativos que não exigem domínio de sistemas de gestão, análise de dados ou automação aparecem entre os mais vulneráveis. Rotinas como lançamentos manuais, controles básicos e tarefas burocráticas vêm sendo substituídas por softwares integrados e plataformas inteligentes.

Empresas que adotam ERPs, automação de processos e inteligência artificial reduzem significativamente a necessidade desse tipo de função operacional.

Jornalismo impresso clássico

O jornalismo tradicional, focado exclusivamente em mídia impressa e texto, também foi citado no levantamento. O consumo de informação migrou de forma acelerada para ambientes digitais, redes sociais, vídeos e podcasts.

Profissionais que não incorporam competências em multimídia, produção audiovisual, análise de métricas ou uso de plataformas digitais encontram mais dificuldade para se manter competitivos.

Atividades contábeis básicas

Rotinas contábeis padronizadas, como lançamentos simples, apuração automática de impostos e conciliações básicas, estão cada vez mais automatizadas. Softwares de gestão financeira e fiscal já realizam essas tarefas com alto grau de precisão.

O estudo aponta que a contabilidade segue relevante, mas com foco maior em análise estratégica, planejamento tributário e consultoria, e não mais em tarefas repetitivas.

Design gráfico sem especialização digital

O design gráfico tradicional, restrito à criação estática e sem integração com tecnologia, também enfrenta desafios. Ferramentas baseadas em IA já produzem layouts básicos, enquanto o mercado demanda profissionais com conhecimentos em UX/UI, animação, motion design e interação digital.

Quem não acompanha essa evolução tende a perder espaço para perfis mais completos ou para soluções automatizadas.

Advocacia generalista

A advocacia sem especialização foi apontada como uma das áreas mais pressionadas. O excesso de profissionais, aliado à digitalização de processos jurídicos e ao uso de sistemas de apoio à decisão, reduziu a demanda por advogados generalistas.

Áreas como direito digital, proteção de dados, compliance, LGPD e tecnologia jurídica concentram hoje as melhores oportunidades.

Docência sem uso de tecnologia

Na educação, a docência que não incorpora metodologias digitais, ensino híbrido ou ferramentas online enfrenta um cenário mais competitivo. Plataformas educacionais, cursos on-line e ambientes virtuais de aprendizagem transformaram a forma de ensinar e aprender.

O professor continua essencial, mas o papel exige domínio tecnológico e adaptação a novos formatos.

Automação não elimina, mas transforma profissões

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O relatório destaca que a inteligência artificial não extingue carreiras de forma imediata. O impacto ocorre, principalmente, na transformação das funções. Atividades antes executadas manualmente passam a ser automatizadas, enquanto o profissional assume um papel mais analítico, estratégico ou criativo.

Nesse contexto, o alerta não é para abandonar determinadas áreas, mas para compreender que permanecer relevante exige reinvenção constante.

Qualificação contínua virou requisito, não diferencial

A principal conclusão do estudo é clara: adaptar-se deixou de ser opcional. Ser competitivo profissionalmente não significa apenas acumular diplomas, mas desenvolver a capacidade de aprender continuamente, atualizar habilidades e acompanhar mudanças tecnológicas.

Especialização, integração com tecnologia e aprendizado ao longo da vida aparecem como pilares da empregabilidade a partir de 2026.

Onde se qualificar para o novo mercado de trabalho

Nesse cenário, iniciativas de capacitação ganham protagonismo. O Sindplay, conhecido como a “Netflix de TI”, oferece cursos em áreas estratégicas como cibersegurança, inteligência artificial, ciência de dados, desenvolvimento de software, blockchain, gestão de projetos e tecnologias digitais.

Sócios e contribuintes dos sindicatos integrados à Fenati têm acesso com bolsa integral à plataforma.

Além disso, a Fenati Academy disponibiliza cursos gratuitos com certificação da Cisco, uma das marcas mais respeitadas do setor de tecnologia, em áreas como segurança cibernética, redes, IA, ciência de dados, programação, inglês para TI, alfabetização digital, soft skills e sustentabilidade.

Em breve, outra gigante do setor, a Oracle, passará a integrar a academia digital da Fenati, ampliando ainda mais o acesso a certificações reconhecidas no mercado.

Todos esses cursos podem ser acessados gratuitamente por meio da Bee Fenati, um ecossistema digital que conecta, capacita e oferece benefícios aos trabalhadores da área de tecnologia.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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