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Projeto de lei que propõe igualdade fiscal entre trabalhadores e acionistas avança na Câmara

Projeto de lei para igualdade fiscal avança na Câmara. Descubra como isso pode impactar sua vida financeira. Acompanhe as mudanças!

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
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O parlamentar Luiz Carlos Motta, que pertence ao PL/SP e é relator da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, demonstrou ser a favor da proposta do Projeto de Lei nº 581/19. O objetivo do PL é liberar os valores obtidos através da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da obrigatoriedade de pagar Imposto de Renda. Segundo a visão de Motta, essa iniciativa tem o potencial de beneficiar ainda mais a classe trabalhadora.

O referido PL é de autoria do senador Alvaro Dias, e sugere mudanças na Lei nº 10.101/2000. A intenção é ofertar o mesmo tratamento fiscal aos trabalhadores, sócios e acionistas na distribuição de lucros ou dividendos. Neste momento, a proposta está em fase de análise em diferentes comissões da Câmara, porém, já avançou até a Comissão de Trabalho.

O que muda se a proposta virar Lei?

Se efetivamente convertido em lei, o projeto prevê que a participação nos lucros ou resultados, independentemente da remuneração, será livre da tributação de Imposto de Renda. Tal medida está em total concordância com o que está prescrito na Constituição Federal de 1988, que prevê a participação nos lucros ou resultados da empresa como direito dos trabalhadores.

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Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Conforme o sistema tributário atual, há isenção para até R$ 6.677,55 anuais, e tributação de 7,5% a 27,5% para montantes que excedem essa faixa. Em relatório recente, o economista da XP, Tiago Sbardelotto, destaca que cerca de 60% dos rendimentos estavam enquadrados na faixa de isenção da legislação em vigência. O mesmo usou como base os dados do governo no ano de 2020.

Quanto esse projeto de lei impactaria o fisco?

Para Sbardelotto, a igualdade fiscal poderia ocasionar uma queda na arrecadação da ordem de R$ 7 bilhões em 2024. Isso representaria um prejuízo adicional de cerca de R$ 4 bilhões, em comparação à situação atual.

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Ademais, essa medida eleva a necessidade de implementação de ações compensatórias para permanecer dentro da meta de resultado primário neutro, em 2024. Segundo o economista, é provável que o debate sobre essa isenção ocorra somente em uma futura reforma do Imposto de Renda.

Imagem: mojo cp/shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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