Hoje, o Mercosul é composto por Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela (suspenso) e Paraguai.
Moeda única do Mercosul
Como citado acima, o diplomata falou sobre a criação de moeda única para os países membros Mercosul, mas deixou claro que não se trata de uma moeda nos mesmos moldes do Euro, presente na União Europeia.
De acordo com Scioli, a moeda única seria uma forma de unificar o bloco econômico para uma maior integração entre as nações e suprimir os efeitos da globalização.
Quais as vantagens e de uma moeda única do Mercosul?
A criação de uma moeda comum entre os países teria como vantagens, como o próprio diplomata afirmou, a ampliação das relações entre as nações do bloco. Além disso, com a moeda comum, seria possível estabelecer metas de forma a fortalecer as economias regionais.
Os países menos desenvolvidos também teriam mais chance para crescer. Há também que se ressaltar a redução das taxas cambiais nas transações com o mercado externo e a diminuição dos riscos nessas situações.
E quais as desvantagens de uma moeda comum para o bloco?
A principal desvantagem está relacionada justamente com a falta de autonomia dos países mais desenvolvidos do Mercosul, que teriam que se submeter às regras comuns para lidar com a moeda comum. Isso interfere, por exemplo, nas reações possíveis nos casos de crises.
É preciso pensar também no caso de um fracasso de tal moeda, já que esse tipo de ocorrido tende a causar problemas muito maiores quando comparado com a crise de uma moeda nacional.
Projeto de moeda comum não é novidade
Em 2019, durante o primeiro ano do governo Bolsonaro, o então presidente viajou para a Argentina e tratou sobre a proposta de criar uma moeda única entre Argentina e Brasil ou entre membros do Mercosul.
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