Na última terça-feira (14), a Polícia Federal (PF) abordou uma embarcação em um rio nas terras Yanomami. Nela, encontrou uma menina de 15 anos que foi cooptada por aliciadores sob promessa de salário de R$ 5,8 mil para trabalhar como cozinheira no garimpo.
Promessa de salário de R$ 5,8 mil leva meninas à prostituição forçada
Grupos de mulheres e meninas são levadas à prostituição forçada ao aceitarem propostas falsas de emprego com salário de R$ 5,8 mil.
Contudo, chegando lá, ela descobriu que o trabalho, na verdade, era prostituição. Além disso, a PF descobriu que o esquema acontecia por meio das redes sociais. Outras mulheres e adolescentes estão na mesma situação no garimpo ilegal das terras Yanomami.
A promessa era de que receberia o salário em dinheiro ou ouro. Contudo, a menina não recebeu valor algum até o momento. Ademais, durante os 20 dias em que esteve na região, a adolescente informou ao Conselho Tutelar que chegou a fazer 16 programas por dia.
Promessa de salário alto levam mulheres e adolescentes à prostituição forçada
A menina contou às autoridades que recebia ameaças caso tentasse fugir; os criminosos falavam que sabiam onde ela morava e executariam ela e sua família caso tentasse algo.
Além disso, as mulheres e adolescentes que foram para a região com a promessa de receber bons salários faziam uma espécie de rodízio em cabarés.
A menina estava desaparecida havia um mês, de acordo com o Boletim de Ocorrência registrado por sua mãe. Contudo, a adolescente conseguiu fugir com a ajuda do barqueiro a quem pediu socorro. A polícia ainda tenta encontrar os responsáveis pela operação da promessa de salários às mulheres e meninas.
Esquema estruturado é investigado pela PF
O delegado Marco Bontempo da PF informou que a rede de prostituição é uma das cadeias que financia o garimpo ilegal na região.
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Soma-se a isso o tráfico de drogas e de armas. Bontempo informou que “[…] é uma das logísticas que nós [autoridades] devemos também combater, que é o que também sustenta o garimpo nessas regiões indígenas”.
Além disso, foi a primeira vez que a PF identificou uma logística tão estruturada; a de cooptar mulheres e adolescentes com promessas de salários altos e prostituí-las ao chegarem na região. Além disso, o depoimento da menina resgatada ajudará as autoridades a encontrarem outras na mesma situação.
Imagem: HTWE / Shutterstock
