Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Quais são as profissões com ensino superior que possuem as piores remunerações?

Conheça as profissões com ensino superior que têm os piores salários no Brasil, segundo pesquisa da FGV. Educação infantil lidera o ranking.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
profissões

Escolher uma faculdade é uma decisão que exige planejamento e análise, principalmente no que se refere à valorização salarial da profissão no mercado.

Uma pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseada em dados da Pnad Contínua do IBGE, revelou quais profissões com ensino superior recebem os menores salários no Brasil.

Segundo o levantamento, professores da educação infantil lideram o ranking, com um salário médio de R$ 2.285, destacando a falta de valorização da área da educação.

Leia mais:

Quais são as profissões que mais fazem ricos no Brasil?

Os Profissionais com Ensino Superior Mais Mal Pagos do País

Mulher sorrindo e segurando notas de cem reais
Imagem: Edson de Souza Nascimento / Shutterstock.com

A pesquisa analisou um total de 126 profissões no Brasil entre 2012 e 2023, considerando trabalhadores do setor privado com ensino superior.

A comparação dos rendimentos médios revelou que os salários de muitos profissionais da educação estão estagnados ou até diminuíram ao longo dos anos, mesmo com o ajuste pela inflação.

Profissões com Salários Menores: Educação Lidera o Ranking

Entre os dez cursos com as remunerações mais baixas, a maioria está ligada ao setor da educação, reforçando a necessidade de maior investimento nesse campo. Confira a lista:

  1. Professores do ensino pré-escolar – R$ 2.285
  2. Outros profissionais do ensino – R$ 2.554
  3. Professores de arte – R$ 2.629
  4. Físicos e astrônomos – R$ 3.000
  5. Assistentes sociais – R$ 3.078
  6. Bibliotecários – R$ 3.135
  7. Educadores para necessidades especiais – R$ 3.379
  8. Profissionais de relações públicas – R$ 3.426
  9. Fonoaudiólogos – R$ 3.485
  10. Professores do ensino fundamental – R$ 3.554

O Que Explica os Baixos Salários?

Vários fatores contribuem para que essas profissões tenham remuneração abaixo da média. Vamos explorar alguns dos principais motivos.

1. Alta Concorrência e Pouca Oferta de Emprego

O número elevado de profissionais formados em determinadas áreas, como educação, aumenta a disputa por vagas de trabalho, especialmente no setor privado. Com mais profissionais do que vagas, os empregadores acabam oferecendo salários menores.

2. Falta de Incentivo à Especialização

Embora o setor público incentive professores a buscarem qualificação com programas de mestrado e doutorado, no setor privado, muitas vezes, esses incentivos são limitados ou inexistentes. A falta de especialização reduz as chances de melhoria salarial e impacta diretamente na qualidade do ensino oferecido.

3. Carga de Trabalho Excessiva

Com baixos salários, muitos professores precisam buscar mais de um emprego para conseguir um rendimento adequado. Essa carga extra pode levar ao esgotamento mental e ao estresse, afetando a qualidade do trabalho e a saúde dos profissionais.

4. Desvalorização do Setor de Educação no Brasil

O setor da educação no Brasil, especialmente em relação à educação infantil e ao ensino fundamental, é historicamente pouco valorizado. Isso reflete na baixa remuneração e na falta de investimento em infraestrutura e condições de trabalho adequadas.

Comparação Salarial ao Longo dos Anos

A pesquisa da FGV revelou ainda que, em algumas profissões, houve uma queda na remuneração média em comparação com 2012.

Entre os professores de arte, por exemplo, o salário médio teve uma redução de 45%. Já os documentaristas enfrentaram uma diminuição de cerca de 32%. Esses dados reforçam a necessidade de repensar o apoio e a valorização de certas áreas no Brasil.

A Realidade dos Professores da Educação Infantil

Professores da educação infantil, que lideram o ranking de piores salários, enfrentam desafios diários. Além da carga de trabalho extenuante, muitos precisam lidar com a falta de infraestrutura e recursos nas escolas. Isso afeta a qualidade da educação e desmotiva os profissionais, que, sem perspectivas de valorização, veem a carreira como uma rotina sacrificante.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Aumentos Salariais: Crescimento Lento e Insuficiente

Nos últimos 11 anos, os salários dos professores de educação infantil aumentaram apenas 3%, um percentual que, após ajuste da inflação, não representa uma melhoria significativa. A estagnação salarial em uma área tão importante para o desenvolvimento do país mostra que há muito a ser feito para valorizar esses profissionais.

Como a Escolha de Carreira Pode Impactar o Futuro Financeiro

Para quem está decidindo qual faculdade cursar, é importante considerar não apenas a afinidade com a área, mas também o retorno financeiro e as oportunidades de crescimento.

Embora algumas carreiras, como as ligadas à educação, sejam vocações essenciais, é preciso estar consciente das dificuldades de valorização no mercado brasileiro.

Dicas para Escolher a Carreira Certa

  • Pesquise o mercado de trabalho: Antes de escolher um curso, pesquise o mercado, a demanda por profissionais e os salários médios.
  • Considere a especialização: Em áreas como educação, especializações podem ser um diferencial. Avalie as possibilidades de cursos e certificações adicionais.
  • Verifique incentivos públicos: Para quem deseja trabalhar na educação, há programas de incentivo para especialização e capacitação em escolas públicas.
  • Pense no longo prazo: Nem sempre os salários iniciais refletem o potencial de crescimento. Considere a evolução da carreira e a possibilidade de melhorar a remuneração com o tempo.

Conclusão: Valorização e Planejamento de Carreira

A pesquisa da FGV evidencia a desvalorização de algumas profissões no Brasil, especialmente no setor da educação. Embora seja uma área vital, a educação enfrenta baixos salários, carga de trabalho elevada e falta de incentivo para especialização.

Para quem está escolhendo uma carreira, é fundamental considerar esses aspectos e planejar o futuro com base nas oportunidades e desafios de cada profissão.

A escolha da faculdade deve estar alinhada com o perfil e os objetivos pessoais, mas entender a realidade salarial e o mercado de trabalho é essencial para evitar frustrações. Para os profissionais da educação e outras áreas com baixos salários, a busca por valorização e melhorias nas condições de trabalho permanece como uma prioridade.

Imagem: Freepik

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

Topicos relacionados