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Qual trecho aéreo doméstico é o mais caro no Brasil?

Descubra qual foi a passagem aérea mais cara do Brasil, e saiba mais sobre as tarifas praticadas pelas principais companhias aéreas.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Trecho aéreo no Brasil

No mês de agosto deste ano, uma passagem aérea custou quase o mesmo que um carro popular. Segundo dados detalhados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa mais cara vendida no Brasil foi de uma rota que percorre os 2.389 km entre Porto Velho, em Rondônia, e Viracopos, em Campinas, interior de São Paulo.

O valor pago por este bilhete de classe econômica, e com conexões, chegou a exorbitantes R$ 7.494,90. A Anac mantém um sistema que não identifica o passageiro, mas fornece um panorama abrangente sobre as tarifas praticadas em cada companhia aérea e o volume de assentos vendidos a determinado preço.

Esses dados – elogiados por especialistas que acompanham o setor aéreo – trazem nuances do mercado nem sempre disponíveis em outros países. Confira, a seguir, mais detalhes sobre o trecho aéreo mais caro no Brasil, os mais baratos e quais companhias aéreas estão envolvidas no ranking.

Quais foram as passagens aéreas mais caras do Brasil em agosto?

Trecho aéreo mais caro no Brasil
Imagem: Ink Drop / shutterstock.com

De acordo com o banco de dados da Anac, as três passagens mais caras vendidas em agosto foram pela Azul Linhas Aéreas. Além da rota Porto Velho-Viracopos, a empresa ocupou o segundo lugar com um bilhete entre Ji-Paraná (Rondônia), e Goiânia (Goiás), por R$ 7.243,90.

O mesmo valor foi cobrado pelo terceiro trecho mais caro, que liga Santarém, no Pará, a Parnaíba, no litoral do Piauí. Nesses três casos, não há ligação aérea direta entre os aeroportos, portanto, as passagens eram de voos com conexões.

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Em contrapartida, o bilhete mais barato vendido pela Azul em agosto custou R$ 66,90, permitindo que três passageiros voassem entre Pelotas, no Rio Grande do Sul, e Porto Alegre. Percentualmente, a passagem mais cara representou um aumento de 16.942% sobre o valor da rota mais barata.

Como foi a performance das outras companhias aéreas?

No lado oposto, a Latam vendeu a passagem mais barata em agosto. Uma única pessoa teve a sorte de pagar apenas R$ 43,98 pela rota entre Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A mesma companhia vendeu três bilhetes a R$ 43,99 entre os mesmos aeroportos, tanto para ida quanto para a volta. No entanto, o bilhete mais caro vendido pela Latam custou R$ 6.532,29, para voar entre Macapá, no Amapá, e Aracaju, no Sergipe.

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Já a Gol ofereceu o bilhete mais barato no mês de agosto por menos de R$ 50: foram R$ 48,71 pagos por dois passageiros para voar de Fortaleza (Ceará), para Porto Velho (Rondônia). Contudo, o bilhete mais caro da companhia ficou com a rota entre Curitiba, no Paraná, e Brasília, alcançando R$ 3.649,39 pagos por dois passageiros.

Preços registrados nos meses seguintes

A Anac libera mensalmente dados sobre a tarifa média praticada por cada empresa. Em setembro, seja pela pressão da alta do dólar e do combustível, ou por outros conflitos internacionais, os preços das passagens subiram nas três principais companhias.

A Gol teve o maior aumento, de 27,3%, fechando o mês com tarifa média de R$ 734,20. A Latam registrou uma alta de 21,5%, com bilhete médio a R$722,94. Já a Azul, apesar de ter registrado o menor aumento, de 2,1%, teve a maior média de preços entre as três, sendo R$ 783,35 o valor médio pago pelos passageiros.

Imagem: 06photo / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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