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Depois de 10 meses, alimentos ficam mais baratos — veja o que baixou

Descubra os alimentos que ficaram mais baratos e o impacto no IPCA-15. Veja agora os dados completos de junho!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro4 min de leitura
mulher segurando um pacote de alimentos em uma mão e, na outra, um “leque” formado com dinheiro

A prévia da inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apresentou em junho de 2025 um sinal de alívio para os consumidores, principalmente com a baixa do custo dos alimentos.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa foi de 0,26%, marcando a quarta desaceleração consecutiva e vindo abaixo das expectativas do mercado, que projetavam 0,30%.

O principal destaque foi a queda de preços dos alimentos, o que representa a primeira deflação no setor em quase 10 meses. Além disso, a gasolina também registrou queda, contribuindo para a desaceleração do índice.

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IPCA-15 de junho: principais números

Letras que escrevem "IPCA" e dois montes de moedas de 1 real e 50 centavos sobre uma superfície marrom
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Comparativo mensal e acumulado

  • IPCA-15 de junho de 2025: 0,26%;
  • IPCA-15 de maio de 2025: 0,36%;
  • IPCA-15 de junho de 2024: 0,39%;
  • Acumulado de 12 meses: 5,27%;
  • Meta de inflação do CMN: 3% (com teto de 4,5%).

O índice de 5,27% nos últimos 12 meses segue acima da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas representa um recuo em relação aos 5,40% registrados em maio.

Queda nos alimentos puxa inflação para baixo

O que ficou mais barato

A alimentação no domicílio registrou deflação de -0,24%, puxada principalmente pela queda nos preços de três alimentos fundamentais:

Tomate

  • Variação: -7,24%;
  • Após meses como um dos vilões da inflação, o tomate registra forte recuo.

Ovo de galinha

  • Variação: -6,95%;
  • Essencial para o consumo diário, o preço do ovo também caiu de forma significativa.

Arroz

  • Variação: -3,44%;
  • Após meses de alta, este alimento volta a ficar mais acessível nas prateleiras.

Essas reduções indicam uma melhora na oferta e possíveis impactos positivos das safras recentes. A normalização de estoques e menor pressão dos custos logísticos também contribuíram.

Itens que ainda pressionam

Apesar das boas notícias, alguns produtos continuam registrando alta:

Café moído

  • Variação: +2,86%;
  • Embora tenha desacelerado, o café ainda apresenta elevação de preços.

Energia elétrica sobe e pressiona habitação

Impacto da mudança na bandeira tarifária

No grupo de Habitação, a energia elétrica residencial apresentou alta de 3,29%, sendo o principal impacto de alta no mês. A mudança na bandeira tarifária adotada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) influenciou diretamente esse aumento.

Gasolina recua e contribui para desaceleração

Combustíveis em queda

  • Gasolina: -0,52%;
  • Demais combustíveis: todos em queda.

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Apesar da redução nos preços, o grupo de Transportes ainda teve uma pequena alta devido a outros componentes da categoria. No entanto, a queda da gasolina teve peso relevante para o índice geral.

Análise: o que explica essa reversão nos preços?

Fatores conjunturais

  1. Clima e safra:
    O clima mais favorável e o início de novas safras impactaram positivamente a oferta de produtos agrícolas, como arroz e tomate.
  2. Câmbio estável:
    A estabilidade cambial recente contribuiu para a redução de custos de importação e insumos.
  3. Pressão menor dos combustíveis:
    A retração nos preços do petróleo e a ausência de novos reajustes nas refinarias colaboraram para a queda da gasolina.

Perspectivas: alívio sustentável ou movimento pontual?

Apesar da desaceleração, especialistas alertam que o índice ainda está acima da meta anual, o que exige atenção do Banco Central quanto à política monetária.

O que esperar para os próximos meses?

  • Tendência de estabilidade nos alimentos, caso as safras mantenham desempenho positivo.
  • Combustíveis podem continuar em queda, a depender da cotação internacional do petróleo.
  • Energia elétrica deve seguir pressionando, com a chegada do inverno e aumento de consumo.

Impacto no consumidor e nas decisões econômicas

Para o consumidor, a redução nos preços representa alívio no orçamento doméstico, especialmente em itens de primeira necessidade. Para o mercado, o resultado pode influenciar nas próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros (Selic).

Veja o resumo: principais quedas e altas em junho de 2025

alimentos imposto
Imagem: Pla2na / shutterstock.com
ItemVariação (%)Tendência atual
Tomate-7,24%Queda acentuada
Ovo de galinha-6,95%Queda contínua
Arroz-3,44%Queda moderada
Café moído+2,86%Alta moderada
Energia elétrica+3,29%Alta significativa
Gasolina-0,52%Queda leve

Conclusão

A prévia da inflação de junho de 2025 revela um cenário de desaceleração significativa, com destaque para a deflação nos alimentos e o recuo dos combustíveis. O movimento, embora ainda insuficiente para levar o índice dentro da meta anual, representa um respiro para os consumidores brasileiros.

A manutenção dessa tendência dependerá de fatores climáticos, ajustes tarifários e da política monetária adotada nas próximas reuniões do Banco Central. Por ora, o consumidor pode começar a sentir um leve alívio no bolso, especialmente na hora de ir ao supermercado ou abastecer o carro.

Imagem: ViDI Studio / shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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