Na última sexta-feira (13), a 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou, pelo prazo de 30 dias, a suspensão de obrigações dos instrumentos de dívida da Americanas.
Americanas deve entrar com pedido de recuperação judicial
A suspensão deferida pela Justiça permite a Americanas utilizar o período para, por exemplo, entrar com pedido de recuperação judicial. De acordo com o colunista Lauro Jardim, de O Globo, a varejista deverá entrar com o pedido entre a próxima segunda-feira (23) e terça-feira (24).
O banco JPMorgan destacou a experiência de Faria “em um contexto em que a Americanas provavelmente entrará em recuperação judicial, na sequência da liminar apresentada na sexta-feira passada”.
Para a instituição, a contratação de Faria mostra que a profissional foi escolhida para ser assessora no processo de negociação de dívidas.
Agência rebaixou classificação da varejista
A agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a Americanas a categoria “D”, de default, ou seja, calote. De acordo com a agência, “embora a tutela ainda não represente uma recuperação judicial, é um passo inicial rumo a ela”.
Dessa forma, a agência disse que a classificação “D” reflete a visão a respeito da tutela. Para a S&P, a decisão “é semelhante a um standstill, pois permite que a empresa não pague nenhuma de suas obrigações relacionadas a instrumentos de dívida nos próximos 30 dias”.
Imagem: Reprodução/ LinkedIn (Camille Faria)