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Quem mora no exterior precisa contribuir para o INSS?

Moradores no exterior não são obrigados a contribuir para o INSS, mas a opção é viável para preservar benefícios previdenciários.

Optar por construir uma vida no exterior é uma escolha desafiadora, e a questão previdenciária frequentemente surge entre os brasileiros que tomam essa decisão. Muitos se questionam se contribuir para o INSS ainda faz sentido quando estão fora do Brasil.

Entretanto, a surpreendente resposta é que é possível conquistar a aposentadoria tanto no país de residência quanto no Brasil, e até mesmo em ambos. A chave para essa dualidade reside na manutenção das contribuições ao INSS, mesmo enquanto vinculado ao sistema previdenciário do país estrangeiro.

Este texto explora a possibilidade de obter duas aposentadorias, oferecendo informações sobre como equilibrar as contribuições e não perder a oportunidade de garantir um futuro financeiramente estável em ambos os lugares. Boa leitura!

Contribuir para o INSS em dois paises?

Celular com logo do INSS
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Recorrer à opção de recolher contribuições previdenciárias em dois países simultaneamente oferece vantagens significativas para aqueles que desejam assegurar sua aposentadoria em ambas as nações. Essa prática possibilita que o segurado atenda aos requisitos previdenciários específicos de cada país de forma independente, abrindo caminho para a obtenção de até duas aposentadorias.

Por exemplo, se um autônomo exerce atividade remunerada no exterior, contribuindo no país de residência, e simultaneamente realiza contribuições como segurado facultativo no Brasil, ele pode pleitear a aposentadoria em ambos os locais.

Ao escolher essa abordagem, o segurado deve submeter pedidos de aposentadoria nos respectivos sistemas previdenciários de cada país. O INSS no Brasil gerencia a concessão das aposentadorias para segurados facultativos e contribuintes individuais, enquanto no país estrangeiro, o segurado deve seguir as diretrizes estabelecidas no Acordo Previdenciário vigente.

E vale a pena?

Manter a contribuição previdenciária no Brasil para quem reside no exterior pode ser vantajoso, considerando que o tempo de contribuição impacta diretamente na aposentadoria futura. Além disso, benefícios como salário maternidade e auxílio-doença são mantidos com a contribuição ativa, proporcionando uma rede de proteção mais abrangente.

No caso do auxílio-doença, a possibilidade de realizar a perícia médica no país de residência, mediante acordo internacional, oferece flexibilidade. Contudo, é crucial verificar as especificidades do acordo com o país de residência, incluindo regras de cômputo de tempo de serviço e carência, para garantir a correta utilização dos direitos previdenciários adquiridos.

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Continuar contribuindo torna-se relevante para aqueles que buscam assegurar a aposentadoria brasileira, especialmente quando não há perspectiva de benefícios no país estrangeiro ou quando a intenção é acumular aposentadorias do INSS e do exterior.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com