O Rappi, uma das principais plataformas de delivery que atuam no Brasil, anunciou uma importante mudança na forma de remunerar seus entregadores parceiros. A partir desta sexta-feira, 30 de maio, entrou em vigor a nova política batizada de “Taxa 10”, que estabelece uma taxa mínima de R$ 10 por corrida realizada entre 18h de sexta-feira e 11h de segunda-feira.
Taxa mínima por corrida sobe para R$ 10 no Rappi para entregadores
Rappi anuncia nova taxa mínima de R$ 10 por corrida e R$ 1,60 por km adicional. Entenda como funciona e quem será beneficiado.
A alteração representa um aumento expressivo de 42,85% em relação ao valor anterior, que era de R$ 7. A medida chega em um momento de intensa competitividade no setor de entregas, onde plataformas disputam tanto os consumidores quanto os trabalhadores autônomos.
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Aumento no valor mínimo das corridas
O novo modelo prevê que todo pedido entregue no período de sexta-feira à noite até a manhã de segunda-feira terá um valor mínimo garantido de R$ 10. A proposta visa beneficiar principalmente os entregadores que trabalham nos finais de semana, período em que a demanda costuma ser maior.
Adicional por quilômetro rodado
Além da taxa mínima, o Rappi também introduziu um valor adicional de R$ 1,60 por quilômetro para trajetos que ultrapassarem quatro quilômetros. Este adicional não está restrito a dias específicos e será válido para todos os estados e categorias de entregadores, funcionando sem qualquer limitação de horário ou quantidade de corridas.
Validade da campanha
A empresa informou que a “Taxa 10” é válida por tempo indeterminado. Ou seja, diferentemente de ações promocionais pontuais, este novo valor passa a ser parte permanente do modelo de remuneração no período especificado.
Benefícios extras para entregadores Diamante
Pagamento mais rápido e sem taxas
O novo pacote de incentivos não para na taxa mínima. Entregadores que possuem o status Diamante, o mais alto no programa de fidelidade da empresa, passam a contar com um benefício relevante: o pagamento das corridas será realizado no dia seguinte, sem custos adicionais de saque.
Este benefício representa um alívio no fluxo de caixa para quem depende do valor das entregas para arcar com despesas diárias, como combustível, manutenção da moto ou bicicleta, além de custos pessoais.
Estratégia do Rappi no mercado de delivery
Medidas para manter entregadores e restaurantes
O anúncio da “Taxa 10” faz parte de uma série de iniciativas que o Rappi tem implementado para se fortalecer diante da concorrência, que inclui grandes nomes como iFood e Uber Eats. Recentemente, a plataforma também lançou a campanha “Taxa Zero”, voltada aos restaurantes parceiros, com isenção nas tarifas de intermediação.
Ambas as ações são vistas como parte de um reposicionamento da empresa no Brasil, buscando oferecer melhores condições tanto para os estabelecimentos quanto para os profissionais que atuam na linha de frente das entregas.
Compromisso com um ecossistema mais justo
Em nota, o Rappi afirmou que essas mudanças refletem seu compromisso em construir “um ecossistema mais justo, sustentável e vantajoso para todos os envolvidos”, incluindo entregadores, consumidores e parceiros comerciais.
Repercussão entre os entregadores
Avaliação inicial é positiva
Entre os entregadores, a notícia foi recebida de forma majoritariamente positiva, especialmente por aqueles que trabalham longas distâncias ou se dedicam intensamente aos períodos de maior movimento, como os fins de semana.
“Esse aumento na taxa mínima ajuda bastante. A gente sai na rua mais tranquilo, sabendo que uma corrida não vai pagar tão pouco como antes”, afirma Marcos Silva, entregador parceiro em São Paulo há três anos.
Cautela e questionamentos
Apesar da recepção positiva, alguns trabalhadores mantêm uma postura cautelosa. Há quem questione se os valores serão realmente mantidos a longo prazo e se outras variáveis da plataforma, como o volume de pedidos e a distribuição das corridas, não sofrerão alterações compensatórias.
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Impacto no mercado de delivery

Pressão sobre concorrentes
Com a implementação da “Taxa 10” e da “Taxa Zero” para restaurantes, o Rappi claramente pressiona seus principais concorrentes a reverem suas próprias políticas de remuneração e taxas. A disputa se acirra em um momento em que o mercado de delivery no Brasil já mostra sinais de saturação e altos custos operacionais.
Reflexos para consumidores
Especialistas apontam que, embora as medidas sejam benéficas para entregadores e restaurantes, os consumidores podem eventualmente sentir reflexos nos preços dos produtos ou na taxa de entrega. Ainda assim, o equilíbrio entre remuneração justa e preço competitivo é o grande desafio das plataformas.
Próximos passos e expectativas
Sustentabilidade do modelo
O sucesso do novo modelo de remuneração dependerá, em grande parte, da capacidade do Rappi de equilibrar custos, atrair mais entregadores e manter sua base de clientes e parceiros satisfeita.
Tendência no setor
Se a iniciativa se consolidar, ela pode ditar uma tendência no mercado, forçando outras plataformas a adotar medidas semelhantes para não perder entregadores e restaurantes, especialmente em grandes centros urbanos.
Conclusão
O aumento da taxa mínima para R$ 10 no Rappi representa um avanço nas condições de trabalho dos entregadores, especialmente em um setor frequentemente criticado pela precarização. A combinação de taxa mínima maior, adicional por quilômetro e benefícios para entregadores fidelizados demonstra uma tentativa da empresa de melhorar seu relacionamento com quem faz as entregas acontecerem.
Se essa estratégia será suficiente para garantir competitividade e sustentabilidade no médio e longo prazo, o mercado brasileiro de delivery dirá nos próximos meses.
Foto: InfoMoney/Reprodução

