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Como refinanciamento de empréstimo funciona e como fazer?

Refinanciamento de dívidas: reduza parcelas, aumente prazos e libere troco com dicas de cálculo e cuidados financeiros.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
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O refinanciamento surge como uma alternativa estratégica para pessoas que enfrentam dificuldades em arcar com parcelas elevadas de empréstimos e financiamentos. Essa modalidade permite substituir uma dívida vigente por outra com condições mais favoráveis, mantendo o vínculo com a mesma instituição financeira, mas oferecendo flexibilidade e alívio financeiro ao titular.

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O que é refinanciamento e como funciona

O refinanciamento consiste em negociar um contrato de crédito já ativo, ajustando prazos, taxas de juros e, em alguns casos, gerando um valor adicional em dinheiro, conhecido como troco. Diferente da portabilidade, que transfere a dívida para outro banco, o refinanciamento mantém o contrato dentro da mesma instituição.

As etapas básicas de um refinanciamento incluem:

  1. Solicitação ou recebimento de proposta junto ao banco, informando valor da dívida, taxa de juros e prazo.
  2. Análise comparativa entre a dívida atual e as condições oferecidas.
  3. Aceitação da proposta, entrega de documentos e assinatura do novo contrato.
  4. Liberação do crédito e eventual recebimento do troco na conta corrente.
  5. Pagamento das parcelas conforme a taxa e o prazo negociados.

O principal objetivo do refinanciamento é aliviar o orçamento mensal, oferecendo parcelas menores ou prazos estendidos, além da possibilidade de obter recursos extras para emergências ou projetos pessoais.

Vantagens do refinanciamento

Redução de custos

O refinanciamento pode reduzir o valor total pago ao longo do tempo se a nova taxa de juros for inferior à da dívida original. Isso representa economia significativa, especialmente em empréstimos consignados, financiamento de veículos ou imóveis.

Ampliação do prazo

Ao estender o período de pagamento, o refinanciamento diminui a parcela mensal, proporcionando fôlego financeiro ao devedor sem alterar o valor da dívida de forma abrupta.

Carência no início do pagamento

Algumas instituições oferecem um período de carência, em que as primeiras parcelas podem começar a ser pagas após alguns meses da contratação, permitindo que o devedor reorganize sua vida financeira.

Liberação de troco

Em contratos que permitem, é possível obter um valor adicional em dinheiro, útil para quitar outras dívidas, investir em melhorias ou suprir despesas emergenciais.

Tipos de refinanciamento

Refinanciamento de empréstimo

Essa modalidade é indicada para quem deseja melhorar as condições de uma dívida existente. Pode envolver extensão do prazo, redução das parcelas ou liberação de crédito adicional.

Por exemplo, no empréstimo consignado do INSS, é possível refinanciar dívidas com prazo de até 96 meses e juros limitados a 1,85% ao mês. O saldo devedor atual é usado como base para o novo contrato, mantendo a segurança do credor e oferecendo flexibilidade ao devedor.

Refinanciamento de imóvel

Também conhecido como empréstimo com garantia, o refinanciamento de imóvel utiliza o bem como colateral. Normalmente, é necessário que pelo menos 70% do valor do imóvel esteja quitado. Após avaliação do bem, a instituição financeira libera um percentual do valor, que pode ser utilizado para quitar dívidas ou obter troco. O prazo de pagamento pode chegar a 20 anos, dependendo da política do banco.

Refinanciamento de veículo

Semelhante ao refinanciamento de imóvel, o veículo é oferecido como garantia. O bem deve ter no máximo dez anos de fabricação e estar regularizado. O prazo máximo costuma ser de até 60 parcelas, ou cinco anos, com parcela mensal calculada conforme o valor liberado, taxa de juros e prazo negociado.

Requisitos para solicitar refinanciamento

Para ter acesso ao refinanciamento, o devedor precisa atender a critérios básicos:

  • Ter dívida ativa com uma instituição financeira.
  • Oferecer garantia adequada, seja salário, veículo ou imóvel.
  • Comprovar capacidade de pagamento.
  • Apresentar bom histórico de crédito, sem restrições no CPF ou pendências registradas.

Documentos necessários

A documentação exigida varia conforme o tipo de crédito, mas geralmente inclui:

  • Documento de identidade (RG, CNH ou equivalente)
  • CPF
  • Comprovante de residência
  • Comprovante de renda
  • Contrato da dívida original
  • Documentos do bem, se utilizado como garantia
  • Eventual vistoria do bem para avaliação do valor de mercado

Como é calculado o refinanciamento

O cálculo do refinanciamento envolve:

  • Valor da dívida original
  • Valor do novo crédito
  • Taxa de juros aplicada
  • Prazo do novo crédito
  • Valor da garantia oferecida

Exemplo de troco no refinanciamento consignado

  • Dívida original: R$ 10.000,00
  • Novo crédito: R$ 15.000,00
  • Taxa de juros: 1,5% ao mês
  • Prazo: 36 meses
  • Troco: R$ 15.000,00 – R$ 10.000,00 = R$ 5.000,00

Nesse caso, o titular recebe R$ 5.000,00 na conta corrente e paga parcelas de R$ 542,64, totalizando R$ 19.535,04 ao final do período.

Exemplo de valor liberado com garantia de imóvel ou veículo

  • Garantia: veículo R$ 50.000,00 / imóvel R$ 200.000,00
  • Percentual liberado: veículo 90%, imóvel 60%
  • Novo crédito: veículo R$ 45.000,00 / imóvel R$ 120.000,00

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As parcelas e o valor total pago dependem da taxa de juros e do prazo definido no contrato.

Quando o refinanciamento vale a pena

O refinanciamento é vantajoso quando as parcelas estão comprometendo o orçamento ou quando há necessidade de crédito adicional. É útil para:

  • Reduzir parcelas mensais elevadas
  • Obter recursos extras para projetos pessoais
  • Reorganizar o orçamento e dívidas acumuladas

Cuidados importantes

Apesar das vantagens, o refinanciamento também apresenta riscos:

  • Pagamento maior no longo prazo, devido à extensão do prazo do novo crédito
  • Possível perda da garantia em caso de inadimplência
  • Risco de entrar em ciclo de endividamento se não houver planejamento

Portanto, é essencial comparar a dívida original com a nova proposta e avaliar se o refinanciamento realmente melhora a situação financeira.

Estratégias para aproveitar o refinanciamento

Planejamento financeiro

Antes de solicitar o refinanciamento, organize seu orçamento, identifique receitas e despesas e determine quanto consegue comprometer com parcelas mensais.

Simulação detalhada

Use ferramentas de simulação disponibilizadas pelos bancos para calcular parcelas, juros totais e valor do troco. Compare diferentes propostas e prazos para identificar a opção mais adequada.

Avaliação de garantias

Se optar por refinanciamento com garantia, avalie o valor de mercado do bem e os riscos envolvidos. Garantias como imóveis e veículos podem ser retomadas pelo banco em caso de inadimplência.

Monitoramento pós-refinanciamento

Após contratar o refinanciamento, acompanhe o pagamento das parcelas, atualize planilhas financeiras e mantenha disciplina para evitar novas dívidas.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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