Entretanto, nos últimos anos, vários órgãos federais apontaram para possíveis pagamentos irregulares dos programas sociais e conflitos nas informações do Cadastro. Por isso, o Ministério do Desenvolvimento Social está fazendo uma revisão de todas as inscrições.
Governo encontra 600 mil mortos no CadÚnico
A revisão do CadÚnico começou com as famílias unipessoais, ou seja, aquelas formadas por apenas uma pessoa. No início do processo haviam 5,88 milhões de famílias unipessoais com cadastro. Entretanto, até junho, o governo encontrou inconsistências em quase 1 milhão delas.
São pessoas que se inscreveram como sendo uma família unipessoal, mas que, na verdade, viviam com outras pessoas. Assim, eles tentavam burlar as regras dos programas sociais para conseguir um repasse maior. Por exemplo, duas pessoas da mesma família recebendo o Bolsa Família.
Outra discrepância que o Ministério do Desenvolvimento Social encontrou foi a quantidade de mortos que ainda estão no CadÚnico. De março até agora, o governo excluiu 603,8 mil pessoas que faleceram nos últimos 12 meses e que ainda estavam no sistema.
Além dos mais 600 mil mortos, o Ministério do Desenvolvimento Social também encontrou quase 1 milhão de famílias que não atualizaram os dados do CadÚnico há mais de quatro anos. Com isso, 921,9 mil inscrições deixaram o sistema por causa dos dados antigos.
A expectativa do Ministério é fazer a revisão de 60% do CadÚnico até dezembro de 2023.
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