Quanto a isso, o assessor da secretaria de reformas econômicas do Ministério da Fazenda, Alexandre Ferreira, revelou que, para que a quantidade de contemplados chegue a 3,5 milhões nesta fase, as instituições financeiras deveriam perdoar as dívidas de até R$ 100 de seus clientes.
Haddad afirma que o Nubank não teria muitos prejuízos
Até o momento, o Nubank não mostrou interesse em participar da iniciativa da Fazenda. Por um lado, a instituição financeira afirma que não teria vantagens no Desenrola. Por outro, o ministro afirma que esses valores não são elevados no contexto de um banco.
Somente no Nubank, poderia haver o abatimento de dívidas de um milhão de clientes nesta fase inicial. Além disso, Haddad ressaltou que o valor não é alto para um banco e destacou que há o incentivo do crédito presumido.
O governo estima a liberação de aproximadamente R$ 50 bilhões por meio desse mecanismo de crédito presumido como incentivo para a adesão das instituições financeiras ao programa. Isso significa que essas instituições terão a oportunidade de receber benefícios financeiros proporcionais aos descontos concedidos nas negociações. Esses créditos presumidos funcionam como uma forma de compensação.
Negociação de R$ 30 bilhões
Segundo Haddad, uma das medidas previstas no programa é destinar recursos para a faixa 1, que engloba pessoas que recebem até dois R$ 2.640 e são registradas no Cadastro Único (CadÚnico).
Nessa faixa, está prevista a liberação de R$ 7,5 bilhões pela União para viabilizar a renegociação das dívidas. É importante destacar que pode haver aumento desse montante caso haja uma adesão significativa ao programa.
Portanto, essa garantia da União serviria como uma segurança para os bancos, permitindo que eles tenham mais segurança ao renegociar as dívidas. Com isso, estima-se que dívidas que totalizem até R$ 30 bilhões possam ser renegociadas pelos bancos.
Imagem: Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil